personagem

Login

Novos tópicos

Tópicos ativos




[fan fic] City of the Damned - 13° Cap.

Enviado por toshinha em 13 Janeiro, 2008 - 18:27.

depois de uma eternidade, capítulo novo 8D

foi um parto pra conseguir terminar, então não me matem pela demora por favor =D'

boa leitura ^^

-------------------------------------------

 

capítulo 13 - Unstable

- Olha Ken-chan, eu fiquei feliz quando você disse que não ia mais me forçar a caçar... - resmungou o ruivo, usando apenas um pijama velho - Mas eu também não quero que você saia se quebrando sozinho desse jeito.
- Tudo bem mamãe.
- Ah Ken, vá se ferrar, eu estou falando sério! - Tetsu perdeu a paciência e deu um tapa forte na cabeça do Kitamura. O moreno se encontrava deitado no sofá da sala, num estado deplorável. Em meio à bagunça do lugar existia uma maleta de primeiros socorros quase vazia, e o Ogawa agora pegava a carteira de cigarros do Kitamura de cima da mesinha, e colocava no bolso.
- Não vai nem me deixar fumar pra esquecer a dor?
- Não.
Ken bufou e deixou a cabeça afundar na almofada velha. Tudo o que tinha no corpo era um calção velho e gasto, preto, e uma bolsa de gelo na testa. Sua perna direita agora totalmente enrolada em gazes e bandagens, a esquerda exibindo marcas roxas muito grandes, e o peito exposto cheio de cortes e arranhões. Um dos dedos da mão direita ainda parecia um tanto torto mesmo depois de Tetsu tê-lo colocado no lugar à força. Mas Ken ainda se achava sortudo, pelo menos seu rosto estava inteiro, só com um galo na testa.
- Vai finalmente me contar como isso aconteceu? - o ruivo insistiu, sentado no chão perto do sofá.
- Eu achei um Brujah e segui ele, só que onde ele foi tinha mais cinco deles. Um era meio estranho, parecia mais um animal...
- E eles te deixaram vivo? Ou você apanhou e se fingiu de morto?
- Eles nem me pegaram seu idiota, ou eu seria um monte de pedaços de carne dentro de um saco agora. Isso aconteceu quando eu estava fugindo...
- E...
- Quando eu vi todos eles eu fugi, só que eu me enfiei na rua errada, e acabei no território de uma gangue idiota... aí eu fugi deles também, só que eles me seguiram e eu tive que escalar o muro de uma casa enorme pra despistar todos, e eu caí do muro... e tinha umas garrafas quebradas onde eu caí. E a perna que não foi quase dilacerada eu bati num latão de lixo e ficou assim. Meu dedo saiu do lugar porque eu bati a mão no chão com força.
- Todos esses arranhões... - Tetsu apontou para os cortes no peito do moreno - Vieram das garrafas?
- Não, esses foram por causa do cachorro...
- Que cachorro?
- O cachorro da casa que eu pulei o muro, Tetsu.
- Eu não vou nem comentar. - o Ogawa se levantou dali e começou a pegar a maioria das coisas espalhadas no chão da sala - E você chegou e nem me acordou, preferiu ficar manchando o sofá de sangue...
- Eu compro uns produtos de limpeza, querida.
Tetsu atirou um tênis preto no Kitamura, que gemeu de dor por ter sido atingido no peito cortado. Ele ficou observando a saga do Ogawa para limpar a sala, imaginando o motivo daquela súbita preocupação em organizar as coisas. Não demorou muito para aquela sala parecer outra, tão limpa Tetsu a deixou, e Ken viu o ruivo se dirigir para a cozinha com alguns produtos de limpeza nos braços logo depois. Resolveu deixar de pensar sobre o comportamento do outro por alguns segundos e arrumou melhor aquele saco de gelo em sua testa, sentindo a forte dor na perna.
Meia hora depois o mais novo voltou e se atirou na poltrona logo ao lado do sofá, passando as mãos pelo rosto. O Kitamura estranhou aquele pequeno sorriso no rosto dele, depois de toda a discussão e depois da sessão de limpeza, mas não demorou muito para o motivo daquilo surgir em sua mente na forma de um nome: Hyde.
- Por acaso alguém vai vir aqui hoje? - perguntou, olhando o amigo de esguelha.
- Por que você fica perguntando se já percebeu que o Hyde vem?
- Tudo bem, não digo mais nada, parece que a TPM de alguém voltou...
- Quem manchou o sofá de sangue foi você. - Ken revirou os olhos com essa frase - E eu só espero que você não fique incomodando enquanto ele estiver aqui, já que resolveu se quebrar e não pode sair de casa.
- Claro, não vou atrapalhar vocês dois, aliás, você podia achar aquelas muletas velhas pra mim.
- O que as muletas têm a ver com você não encher o saco?
- Você acha que eu quero ficar aqui dentro depois que ele chegar? - o Kitamura riu - Eu não curto ver nem ouvir os outros nesses momentos, muito obrigado.
Tetsu levou um minuto inteiro para entender. - SEU IDIOTA, acha que eu vou trazer ele aqui pra isso?!
- Ah vai, já faz mais de uma semana desde que você chegou em casa todo cor-de-rosa e saltitante porque tinha ficado com ele, e vocês dois têm saído todas as noites desde então.
- Eu não sou você! - o ruivo exclamou, indignado.
- Claro que não é, eu já teria comido. - o moreno provocou, e em um segundo o Ogawa já estava em cima dele, enchendo-o de socos no peito machucado. Mas em vez de ficar bravo com a dor, o Kitamura só conseguia rir da atitude dele.
- Eu gosto dele de verdade, tá! - Tetsu lhe deu um último soco, cruzando os braços logo depois, ainda por cima do corpo do mais velho. Sabia como ele estava machucado, então, quanto mais tempo demorasse para sair de cima, melhor.
- Eu sei disso, sua anta. Eu até comecei a achar ele legal, parei de implicar e tudo por causa disso, então faça o favor de sair de cima de mim. - o ruivo pareceu convencido de algo e se levantou, mas ainda com aquela expressão aborrecida. - Eu só fico preocupado, as pessoas de quem você gostou até agora não foram as melhores do mundo.
- Você não precisa me lembrar...
- Às vezes eu acho que preciso. Porque você não se liga muito nos defeitos das pessoas, e acaba deixando elas te usarem.
- E como você sabe disso mesmo?
- Porque eu já vi essa história Tetsu, sua anta sem cérebro. - o ruivo arregalou os olhos para ele - Eu vi todas as criaturas ruins com quem você se meteu, eu só não disse nada porque eu realmente não sabia como reagir. E eu sempre fiquei quieto esperando todo mundo te usar...
- Por que você nunca me disse isso? - Tetsu se largou na poltrona mais uma vez.
- Não sei... mas provavelmente por medo... por que a culpa foi minha no final das contas, por nunca ter dito nada.
- Não foi você que se envolveu com gente errada.
- Mas era eu que devia cuidar de você. - Ken arrumou o saco de gelo mais uma vez sobre a cabeça - Não sou muito mais velho que você, mas eu tinha noção das coisas e você não, você ainda era ingênuo demais, apesar de tudo, mesmo depois de tudo o que tinha passado. Você ainda é ingênuo demais. - Ken viu que o Ogawa parecia indignado com sua afirmação - Mas o Hyde parece um cara legal. Eu só acho que ele esconde alguma coisa, por isso eu quero que você tenha cuidado.
- Não precisa me dizer isso...
- Preciso sim, cada vez que ele te liga você fica parecendo o bichinho particular dele.
- Ciúmes, Ken-chan? - Tetsu desfez a expressão de aborrecimento e abriu um pequeno sorriso ao dizer essas palavras.
- Ah vai se ferrar Tetsu.
- Ganhei. - o Ogawa se levantou com um sorriso notável e atravessou a sala, entrando no próprio quarto. - Não precisa ficar assim, Ken-chan, eu não vou fugir com ele... ainda.
- Ha...ha...ha...
- Eu só vou deitar um pouco e depois eu vou buscar o Hyde, então se prepare pra sumir, Ken-chan. - o ruivo falou alto, fechando a porta do quarto e se jogando na cama. - Daqui a pouco eu acho as muletas pra você.
Mais alguns resmungos do Kitamura foram ouvidos até que o silêncio tomou conta e Tetsu ficou apenas deitado ali, olhando pela janela ao lado. Já estava anoitecendo. Esperava uma ligação do Takarai para que fosse buscá-lo, e torcia para que essa ligação não demorasse muito a chegar. Soltou um suspiro leve e se virou na cama, ainda sorrindo, e passou a mirar o telefone na mesa de cabeceira. Mal podia esperar para ver aquele loiro de novo, abraçá-lo, beijá-lo e apertá-lo como estava se acostumando a fazer toda vez que o via. Queria ver aquele baixinho dar aquele sorriso maroto de sempre e depois sair puxando-o pela rua até que encontrassem algum lugar interessante.
Queria que ele ligasse de uma vez.

---------------------------

- Eu acho isso um saco.
- Nós sabemos, Hyde, não precisa ficar repetindo mil vezes.
- Mas eu acho mesmo um saco.
- Hyde, cala a boca e sai do elevador sua peste.
Yukihiro ganhou um olhar azedo do baixinho que pulou para fora do elevador, e saiu seguido de Megumi. Estavam novamente no andar do escritório do Príncipe, três manchas negras andando naquele corredor longo e cheio de seguranças, e Hyde estava tão emburrado por estar ali, que era um pouco difícil suportá-lo naquele momento. Ele estava bem arrumado demais para o que os olhos do Tremere estavam acostumados, jaqueta preta nova, calças pretas novas, camiseta preta nova, até tênis pretos novos ele tinha, depois de duas décadas com o mesmo calçado surrado, e ele tinha gel no cabelo. Megumi tentava se controlar, mas soltava risinhos vez ou outra quando olhava para ele, já sabendo do que se tratava. E o Awaji ainda não conseguia acreditar que Hyde não tinha escutado a voz da razão, e continuava saindo com Ogawa Tetsuya.
- Eu não precisava estar aqui. - ele resmungou de novo, já na grandiosa porta do escritório, esperando que os servos do Príncipe a abrissem - Realmente eu não precisava...
- Nós já entendemos, por incrível que pareça... - o feiticeiro disse entre dentes, e Megumi abafou outro riso.
- Mas é verdade, eu podia estar lá fora, eu podia já ter ligado pro Tetsu, eu podia estar com ele agora, eu podia...
- A vontade de dar hoje é tão grande assim?! - Yukihiro exclamou, aborrecido, e a Lasombra ao lado dos dois riu alto.
No momento em que Hyde pensou em responder, a grande porta do escritório foi se abrindo, revelando um Seiji muito bem sentado em sua cadeira ao fundo, e um Gackt que parecia profundamente irritado ao seu lado. Os dois trajando suas roupas sociais de sempre. Assim que entraram no aposento, a tensão entre aqueles dois Ventrue ficou evidente, e os três se entreolharam discretamente antes do Príncipe mandar que se aproximassem.
Andaram até perto da mesa, e para Gackt só faltava disparar raios dos olhos com a presença de Hyde ali. O baixinho não perdoôu e lhe mostrou a língua. Yukihiro não acreditava em como ele conseguia ser tão criança, Megumi parecia de muito bom humor para se incomodar com qualquer coisa, e Seiji mantinha a mesma expressão séria de sempre no rosto.
- A missão é de vocês três. - ele disse, e notando que os três lhe lançavam olhares confusos, resolveu explicar melhor - Descobrir onde os vampiros do Sabá estão escondidos aqui, o que eles querem, e destruir todos eles. A missão é de vocês, com Yukihiro na liderança, e Megumi e Hyde logo abaixo no comando.
- Assim de repente? - Hyde perguntou, e o Awaji o acertou com uma cotovelada discreta no braço.
- É, e vocês podem vir aqui quando precisarem de qualquer coisa, mas a responsabilidade do trabalho é de vocês. Nenhum prazo dessa vez, seria loucura. - Seiji voltou a mirar o assistente que continuava olhando para o Takarai de um jeito assassino - Gackt, eu já dei as suas tarefas de hoje, pode ir.
- Então eu não estou mesmo na missão. - ele disse, arrumando a gravata preta que usava.
- Não, não está, e pare de reclamar.
- O projetinho de vampiro está, mas eu não. - ele apontou Hyde, e Yukihiro já podia ver uma tragédia acontecendo ali, dado o humor do baixinho por não estar com Tetsu naquele momento - Ele, esse doido do Awaji e... e ELA! - dessa vez apontou Megumi com quase todo o nojo de quando apontara o loiro.
- Gackt, vá organizar a minha sala de troféus como eu pedi, e só apareça na minha frente de novo daqui umas duas noites, obrigado. - Seiji fez um gesto com a mão indicando a porta de saída, como se estivesse expulsando um cachorro velho e sarnento, e o Ventrue mais alto saiu sem dizer mais nada, seguido por um dos seguranças. - Eu estou começando a perder a paciência com ele. - Seiji disse, depois que os passos do outro sumiram.
- Mais algum detalhe do que precisamos fazer? - Yukihiro perguntou, querendo sair logo dali também.
- Sim, levem o Sakurazawa junto.
- QUÊ? - dessa vez o loiro se alterou - Ele sumiu faz uma semana!
- Então encontrem ele. Eu quero vocês todos que são fortes nesse trabalho, não pode faltar nenhum. Vocês podem descer até a recepção depois, a moça vai lhes entregar a chave de uma das salas de armas. Podem usar tudo o que tem lá, e podem levar quem quiserem junto, desde que os quatro que eu quero estejam nisso, entenderam? - os três se forçaram a concordar - Quanto mais força, mais rápido isso termina. Era só isso, já podem ir. Só quero uma palavrinha com você, Hyde.
O Lasombra contou até dez mentalmente para manter a calma enquanto via os outros dois saírem por aquela porta rumo à liberdade e o deixarem ali com o Príncipe, sem saber se aquilo iria demorar ou não.
- O que eu posso fazer por você dessa vez, Seiji-san?
- Eu queria que ficasse de olho no Gackt sempre que puder, ele está muito estranho.
- Só isso? - tornou a perguntar, esperançoso.
- Não. - Hyde se sentiu murchar - Eu queria conversar um pouco com você. Sobre a missão, se vocês precisarem sair da cidade, eu sei um lugar muito bom onde você pode ficar durante o dia...
- Só eu?
- Sim, os outros sabem se virar, Hyde.
- Ah, e eu não sei?
- Sabe que não é isso, eu só tenho uma preocupação maior com você do que com os outros. - Hyde resolveu colocar as mãos nos bolsos da jaqueta, já que seus punhos estavam se cerrando involuntariamente - Quem sabe eu até posso aparecer por lá, se você resolver ficar no lugar que eu indicar, se precisar.
- Aparecer por lá? - o loiro realmente achava que não estava entendendo direito.
- É, posso dar uma mão. Posso te entreter enquanto não estiver na missão. - Seiji deu um sorriso de canto que o fez lembrar de Sakura.
Hyde piscou várias vezes até conseguir aceitar que era aquilo mesmo que ele estava ouvindo. Tinha vontade de torcer o pescoço daquele homem, mas seria queimado numa fogueira de verdade se fizesse isso.
- Não, muito obrigado. E eu tenho que ir agora.
- Tem um compromisso? Está bem arrumado. - agora ele fazia perguntas estúpidas. Estava começando a achar que aquele velho ciúme do Yasunori tinha algum fundamento. Começou a se perguntar se ele dava sempre tão na cara, porque nunca tinha percebido.
- Tenho sim Seiji. - estava irritado de verdade agora - Namorado, não sei se você conhece essa palavra. - fez uma breve reverência, com muito custo, e foi andando rápido em direção à porta aberta.
- Pensei que tivesse terminado com o Sakurazawa.
- Eu sempre soube que você era bem informado demais. - foi a última frase que o Lasombra se forçou a dizer antes de sair pisando duro pelo corredor, vendo os dois amigos esperando o elevador mais à frente. Se Yukihiro comentasse qualquer coisa, ia ganhar um buraco a mais no corpo até o fim daquela noite.

----------------------------------

Os sons altos da cidade conseguiram finalmente perturbar seu sono, e ele despertou exatamente no mesmo lugar onde tinha se deitado para dormir. Isso era realmente um alívio, dado o lugar onde estava. Tirou de cima do corpo o cobertor velho e sujo que usava para tentar se esconder melhor, e abriu uma das garrafas de líquido vermelho que estavam em sua mochila aberta. Olhou em volta. Ninguém.
Depois de alguns goles de sangue, voltou a fechar a garrafa e guardá-la, e colocou a mochila agora fechada nas costas, levando o cobertor numa das mãos, e saiu daquele canto, aquele pequeno "beco" na parede onde havia se escondido. Suas roupas negras já estavam um tanto gastas e esfarrapadas, e fazia apenas uma semana que vagava por ali. Imaginou como estaria depois de mais ou menos um mês.
E assim Sakura foi andando pelo esgoto da grande metrópole, vendo vultos hora ou outra, ouvindo as buzinas irritantes dos veículos acima, mantendo bem segura junto do corpo a mochila com o pouco e precioso sangue que tinha. Vagando por aquele lugar ele tivera tempo para pensar. Muito tempo. E agora não sabia mais o que fazer. Agora tinha certeza de que tinha estragado tudo de vez, e sabia que não poderia voltar para a toca dos Lasombra, sabia que não poderia aparecer na frente de Yukihiro ou Megumi sem apanhar muito, e sabia que Hyde nunca mais olharia para ele com respeito. Só de pensar que tinha perdido o companheiro de quase dois séculos, sentia uma vontade louca de se atirar num prédio em chamas.
Aquela última discussão o estava comendo por dentro. Hyde só tinha dito a mais pura verdade, e ele o que tinha feito? Tinha jogado coisas na cara dele de um jeito, que se pudesse voltar atrás agora, jamais teria feito. As manias que Hyde tinha de sair por aí se deitando com todos os que via pela frente quando era vivo tinham desaparecido completamente depois que ficaram juntos, e ele sabia disso. Mas precisou usar aquilo para magoá-lo. Agora se lembrava daquela última noite que haviam passado juntos, se é que podia colocar as coisas dessa forma, e se sentia totalmente vazio só de lembrar da expressão no rosto daquele baixinho antes de jogar aquela garrafa na parede e ir embora.
E como se não bastasse tudo isso, ainda havia uma preocupação extra. O motivo pelo qual estava se escondendo naquele esgoto horrível, cercado de Nosferatu por todos os lados, precisando beber sangue escondido para não ser abordado por eles. Há uma semana atrás, havia visto dois vampiros na casa daquele amigo louco que Hyde tinha. E tinha medo que tivesse sido visto por eles.
Escondido nas sombras daquela rua tão deserta, ele havia visto os dois Lasombra massacrarem o lunático, sendo pegos em algumas das armadilhas que ele tinha no pátio de casa algumas vezes, mas sem perder a vantagem na luta que travavam. Eram dois vampiros usando a metamorfose contra um só, fraco e aparentemente alheio ao que acontecia. E viu aqueles dois carregarem o Malkaviano pela rua depois de o deixarem desacordado, sumindo em meio às pessoas que começavam a aparecer mais à frente, mas antes olhando para trás como se usassem um radar.
E ali residia o medo do Yasunori.
Se tivesse sido visto, não demoraria a ser pego também, sabia, e por isso estava ali todo sujo e maltrapilho, escondido com os Nosferatu. E via as sombras deles por todos os cantos, sempre vultos, como se não quisessem ser vistos por ele. Sakura não iria reclamar. Pensar que aquele Tzimisce era uma piada perto da feiúra do clã com o qual precisava conviver agora não era muito reconfortante. O tal Kojiro era um galã de cinema perto deles.
E também ficava imaginando se não devia contar isso para alguém. Conhecendo os padrões dos vampiros dali, duvidava muito que já tivessem sentido a falta de Dexter... talvez Hyde já tivesse percebido, talvez Yukihiro... mas por alguma estranha razão achava que não. Eles não sabiam. E só lhe restava imaginar o que o Sabá queria com o Malkaviano, para que o usariam já que nos poucos fragmentos de conversa que tinha escutado, o Takarai era o alvo deles por algum motivo. Sua cabeça já estava começando a latejar.
Uma sombra o estava seguindo agora, mas ele não se importava muito. Sabia que era um daqueles seres horríveis, e sabia que se ignorasse e fingisse que não sabia da presença dele, acabaria sendo deixado em paz. Isso enquanto não fizesse nada que incomodasse a sociedade que eles tinham nos esgotos.
No final das contas, era só uma questão de tempo até ele acabar se encrencando de uma forma ou outra. Ou com os Nosferatu por irritá-los, ou com o Príncipe por ter desaparecido, ou com o Sabá por ter visto o que viu, ou com Hyde se tornasse a aparecer no Guillotine. Deu um sorriso de canto, um sorriso completamente amargo.
Por que prolongar as coisas, se acabaria mal do mesmo jeito? Sua única vantagem era poder escolher em qual dos problemas queria entrar.

--------------------------------------

Tetsu andava enquanto olhava constantemente para o relógio em seu pulso. Já era mais de nove da noite, e só tinha recebido a ligação do Takarai há alguns minutos atrás. Pelo menos tinha dito a ele para esperar num lugar não muito longe de sua casa. Talvez aquele loiro achasse estranho um lugar de Tokyo onde não havia uma grande concentração de multidões, mas era onde ele morava. Num lugar meio evitado, na verdade, mas tinha uma arma escondida dentro do casaco preto se fosse o caso, e um canivete no bolso da calça jeans já era costume. Depois de alguns minutos andando por aquelas ruas cheias de casas e com poucos prédios, ele avistou o grande posto de automóveis no começo da avenida, no começo da real cidade. Abriu um sorriso assim que viu Hyde sentado perto das bombas de gasolina.
Chegou até o posto e foi caminhando calmamente até ele, que parecia não ter percebido sua presença ainda. Levou alguns momentos notando que ele tinha uma expressão de total aborrecimento naquele rosto delicado.
- Bravo por ter que me esperar junto com o combustível? - perguntou, e o loiro quase pulou de susto, mirando-o como se fosse algum tipo de pessoa perigosa - Calma, sou eu... - Tetsu teve que conter os risos quando o menor olhou para ele duas vezes antes de passar as mãos pelo rosto - Que foi, está bravo mesmo?
- Não com você. - ele se levantou - Vamos sair do caminho dos carros?
- Mas você vai ter que me dizer por que está bravo.
- Eu digo. - nisso o ruivo o pegou pela mão e foi guiando até a rua de onde tinha vindo - Eu não lembrava que levar cantada nojenta irritava tanto.
- Quem foi que deu em cima de você?
- Ninguém que você conheça, ciumento.
O Ogawa riu. - Mas a cantada foi tão horrível assim pra te deixar com essa cara?
- Não foi tanto pela cantada em si, o ruim foi ter levado de um cara que eu achava legal.
- Então é difícil ser lindo e gostoso assim...
- Ah vai... - o menor usou a própria mão do ruivo para bater nele.
- Mas que coisa, eu nunca consigo fazer você ficar vermelho!
- Você mesmo disse que eu sou gostoso, não preciso ficar vermelho então. - os dois começaram a rir enquanto desciam a rua, e Hyde não podia deixar de lembrar que estaria mesmo o cúmulo do vermelho se não fosse um vampiro, o que era uma sorte.
- Mas o que você respondeu pra ele? - o Ogawa perguntou, com visível interesse, e soltou a mão do loiro para abraçá-lo pela cintura.
- Eu disse que já tinha namorado.
- E você tem?
- Não sei... você acha que eu tenho?
- Se você quiser, pode ter. O cara mais gay que eu vou ver na minha vida não pode ficar sozinho.
- Você é um babaca. - o mais alto riu - Mas eu quero ter um.
- Então você tem.
- Te-chan... - o loiro começou, depois de alguns momentos de silêncio - Esse foi o pedido mais estranho possível.
- Mas foi eficaz, não foi? - Hyde se sentiu como se estivesse num mundo diferente, meio alto demais, mas então ouviu novamente a voz do Ogawa - Eu moro logo ali.
Hyde mirou a casa amarela e simples que ele apontava, ao lado de várias outras casas iguais. Quanto mais se aproximavam, mais o loiro via como aquela casa parecia velha demais. Refletia bem a situação do Ogawa e do Kitamura, pelo que sabia até ali. Chegaram à frente da casa, e o Lasombra notou rachaduras na porta da garagem. Realmente a casa era velha demais.
A atenção do baixinho se voltou novamente para o Ogawa que o levava em direção à porta branca e ia procurando as chaves no bolso do casaco. Podia ver as luzes acesas pelas janelas, e já estava se preparando psicologicamente para ver Kitamura Ken na sua frente, mas quando Tetsu abriu a porta ele viu apenas uma sala deserta. Era uma sala espaçosa, com dois sofás claros ao fundo, ao redor de uma pequena televisão sobre uma grande mesa de centro. Mais perto das janelas havia uma mesa simples de jantar e assim que entraram Hyde pôde ver a cozinha branca à esquerda. À direita havia duas portas bem separadas e um corredor pequeno bem ao fundo, que parecia levar à garagem.
- Então, sinta-se em casa. - o ruivo disse, e foi tirando os sapatos ao lado da porta que acabara de fechar novamente. Hyde fez o mesmo. - Eu pedi comida do restaurante aqui perto... Você quer comer cedo, tipo agora, ou mais tarde?
- Te-chan, eu não tenho fome...
- Ah, hoje você VAI comer. - Tetsu disse isso com tanto entusiasmo, que o loiro se sentiu receoso - Eu nunca te vi comer, parece que você está tentando ficar anêmico, e eu não vou deixar. - ele foi caminhando até a cozinha, e Hyde entrou em pânico. Estava com fome, mas era de sangue como todo vampiro.
- Tudo bem, mas a gente pode comer mais tarde? - ele notou o olhar desconfiado do Ogawa - É que talvez eu fique com fome depois, e vai ser melhor do que se você precisar me empurrar comida...
- Então tudo bem, mas você não vai fugir disso.
Tetsu tinha um sorriso doce no rosto, mas Hyde estava quase surtando. Se não pensasse em alguma coisa logo, acabaria tendo que comer junto com ele, e tinha uma idéia do que iria passar depois. Relatos de vampiros que conhecera e que haviam tentado comer não eram nada agradáveis. Por serem mortos, seus órgãos internos eram completamente atrofiados, então... não seria uma boa coisa. Desde que morrera não usava um banheiro não sendo para tomar banho. Ficava imaginando as conseqüencias de tudo, e a imagem dele mesmo sentado numa privada, lutando para se livrar do que Tetsu o fizesse comer, era assustadora. De verdade.
Já podia ouvir Yukihiro rindo.
- Te-chan... e o Ken-san? - perguntou, tentando desesperadamente mudar de assunto.
- Ele saiu, não se preocupe com ele. - o ruivo continuou sorrindo, e roubou um pequeno beijo dos lábios do menor antes que ele pudesse sequer reagir. - Anda, eu quero que você conheça o meu quarto.
- Sei não Te-chan, eu corro alguns riscos indo até o seu quarto com você.
- Não seja chato. - ele tentou parecer que não se importava com o comentário, mas o Takarai via o forte rubor no rosto dele.
O tempo foi passando enquanto Hyde conhecia o quarto do Ogawa, ganhando permissão para olhar todas as coisas nas estantes dele, vendo pilhas de livros, alguns sobre vampiros para sua surpresa, e alguns brinquedos que pareciam realmente velhos. Eram bonecos de ação de vários tipos, todos coloridos. Tetsu fazia questão de lhe mostrar alguns livros que tinha separadamente, e os dois ficaram conversando e rindo por mais de uma hora sentados na cama do Ogawa, por vezes olhando pela janela e observando as poucas pessoas que andavam pela rua.
Hyde já se sentia aliviado porque o outro parecia ter esquecido completamente a história da comida, e se encontrava deitado ali ao lado dele, prestando atenção no que ele dizia enquanto lhe mostrava um pequeno álbum com algumas fotos dele e Ken. Numa delas os dois pareciam ter no máximo seus quinze anos, e o Kitamura sem barba nenhuma fazia uma careta estranha enquanto um Tetsu de cabelos muito pretos o abraçava até quase esmagar, os dois sentados num banco de praça.
- Há quanto tempo você conhece o Ken-san? - o loiro perguntou de repente, curioso, e o ruivo pareceu pensar por um momento.
- Acho que já tem uns doze anos. - ele respondeu, pensativo - Conheci ele pouco depois que os meus pais morreram, e como ele também não tinha mais família nós ficamos morando juntos na casa velha dele... Ficava do outro lado da cidade.
- Quantos anos você tinha, Te-chan? - Hyde não conseguia controlar sua curiosidade, por mais que estivesse triste agora por saber que o Ogawa não tinha uma família de verdade. Ele nunca tinha mencionado isso antes.
- Uns dez. Eu era tão chorão que o Ken-chan brigava muito comigo no começo...
- Eu sinto muito, Te-chan... Acho que eu posso dizer que entendo o que você passou. - o ruivo o olhou nos olhos de repente, e Hyde o abraçou levemente, voltando a mirar a fotografia dele e Ken no álbum que ele segurava - Eu também perdi a minha família há um bom tempo atrás, conheço o sentimento.
- Então parece que era pra eu te conhecer mesmo, do mesmo jeito que eu encontrei o Ken-chan. - Tetsu retribuiu o abraço e sentiu Hyde deitar o rosto em seu peito - Só que com você é um pouco diferente.
- Só um pouco?
- Tá, é bem diferente. - ele fechou o álbum que continuava em sua mão, e depois o abriu novamente na última fotografia - Olha, esses são os meus pais.
Hyde observou bem a foto velha. Estavam os três sentados num sofá, o pai do Ogawa à esquerda, sério, e a mãe dele à direita, segurando o filho no colo. Ele já parecia ter seus sete ou oito anos de idade, e usava um boné muito colorido na cabeça, que deixava suas orelhas um tanto salientes.
- Olha como você era orelhudo! - o Takarai exclamou, e Tetsu começou a rir na mesma hora.
- Agora chega de ver o meu passado negro. - ele disse, ainda rindo, e deixou o álbum no chão ao lado da cama - A gente precisa jantar.
- Nãooo... - o loiro resmungou, quase esmagando as costelas do outro com um abraço muito forte. Comer era tudo o que ele não precisava fazer. - Tá tão legal aqui...
- Então depois nós voltamos. - ele foi se levantando, e Hyde teve que soltá-lo e aceitar que não podia escapar dessa vez. Parecia que os problemas de ter um relacionamento com um humano estavam começando finalmente...
Tetsu o pegou pela mão mais uma vez e foi levando-o pela sala até a cozinha, até que pareceu perceber algo errado no lugar. Ele foi até a mesa entre os dois sofás e fez uma careta ao ver um pequeno cesto de lixo cheio das bandagens do Kitamura. Andou até lá ainda puxando o loiro, e começou a reclamar enquanto ajuntava alguns dos curativos que estavam espalhados pela mesa.
- Eu disse pra ele não deixar as coisas assim, mas ele nunca me ouve...
Mas o Takarai não estava ouvindo também. Ele olhava aquelas bandagens fortemente avermelhadas e o cheiro de sangue invadia suas narinas como se o queimasse por dentro, lembrando-o da fome, do pouco que havia bebido antes de sair de casa, do tempo que havia perdido no prédio do Príncipe, do sangue que havia precisado gastar para chegar rápido ao lugar combinado para encontrar o Ogawa. Sentiu alguns de seus músculos se contraindo involuntariamente, e fechou os olhos para tentar se acalmar. Não deixaria a fome tomar conta, não importava o que precisasse fazer.
- Tudo bem com você? - Tetsu perguntou, visivelmente preocupado, e Hyde imaginou o quanto deveria estar pálido naquele momento. Já podia sentir suas presas tentando sair, e cobriu a boca com uma das mãos. Desviou rápido o olhar daquele cesto, e tentou se concentrar para não sentir mais aquele cheiro.
- Eu estou bem... - disse, e deu alguns passos para trás. Por um momento pensou ter escapado de um grande problema, mas logo o cheiro de sangue voltou a envolvê-lo como se houvessem litros e litros ali, despejados naquela sala. Foi então que ele olhou para o sofá e viu aquela mancha vermelha imensa. Queria amaldiçoar a criatura que tinha sangrado ali, porque agora tinha certeza que não podia mais abrir a boca sem matar o ruivo de susto. Por sorte havia bebido pelo menos alguns goles mais cedo, ou Tetsu estaria correndo um risco sério ali com ele.
- Hyde...? - o mais alto se aproximou, e o pequeno agora usava as duas mãos em frente à boca - Você está mais branco que papel, o que foi? É por causa do sangue que tem aqui? Você se sente mal?
- Te-chan, onde fica o banheiro? - o Lasombra perguntou, entrando em pânico.
- É a segunda porta à esquerda... - Tetsu apontava o pequeno corredor ao lado, mas segurou o loiro antes que ele pudesse se mover - O que você tem?
- Nada, eu só preciso ir... - ele tentou se desvencilhar do Ogawa, mas não conseguiu. E foi com um certo desespero que percebeu que ele estava tentando fazer com que abaixasse as mãos.
- É só você se acalmar e me dizer o que foi que aconteceu...
Aquele cheiro estava deixando o baixinho descontrolado. E por esse descontrole ele teve o impulso mais estúpido de toda a sua existência.
- É isso o que eu tenho! - ele gritou, e tirou suas mãos da frente do rosto. Quase no mesmo segundo ele se arrependeu. A expressão de susto e confusão no rosto do ruivo foi tão grande que ele chegou a sentir dor quando viu. Mas de repente os olhos dele se tornaram quase frios, e Hyde não pôde fazer nada quando ele foi ágil em enfiar as mãos embaixo das almofadas do sofá. E ele retirou as mãos de lá com um rifle, um bem grande, e o apontou diretamente na testa do loiro.
Foi um minuto que se passou como uma hora inteira, Hyde congelado no mesmo lugar e Tetsu parecendo totalmente confuso, indeciso se deveria mirar a cabeça ou o peito do menor primeiro.
- Então isso tudo foi brincadeira...? - ele murmurou, mas não deixou Hyde abrir a boca para explicar - Você me achou com cara de uma boa refeição, não foi? Por quanto tempo ia ficar brincando comigo?
- Eu não estava brincando...
- Não comece com essas historinhas, vocês são todos iguais, são todos uns monstros, vivem matando as pessoas...
- Como você sabe...?
- Eu sei bem o que você é... Eu sou caçador de vampiros, e foi o Ken-chan que me treinou assim. - foi como um nocaute. Hyde se sentia como um oponente derrotado, caído num ringue qualquer, sem poder reagir. Por isso o ruivo tinha livros sobre vampiros. Mas não podia acreditar naquilo. Era algum pesadelo maluco, e ele ainda estava deitado dentro do caixão no apartamento do Awaji.
- Te-chan...
- Não me chame assim! - agora ele parecia um animal ferido, e Hyde não duvidava nada que pudesse levar vários tiros ali - Por que você não me ataca? Esse rifle não assusta tanto assim, alguns dos seus amigos já entortaram vários desses.
- Não eram meus amigos, e eu não quero te machucar...
- Então suma daqui.
As palavras foram tão frias que o próprio Lasombra se sentiu totalmente gelado. Olhou para o rosto do outro uma última vez antes de virar as costas e andar até a porta. Não tinha medo de ser ferido, na verdade não ligava mais. Não se importava em ser morto pelo Ogawa. Pegou seus sapatos da entrada e abriu a porta com a chave que ainda estava lá, e saiu de pés descalços mesmo, andando até o final do pátio.
Tetsu jogou o rifle no outro lado da sala e ficou imóvel por alguns momentos. Hyde não era um deles. Não podia ser. Caiu no sofá como se tivesse perdido todas as forças do corpo e ficou ali, relembrando as palavras que ouvira do Kitamura mais cedo. Parecia que ele sempre se envolvia com as pessoas erradas mesmo. Mas Hyde era tão bom, passava uma segurança tão grande... gostava tanto dele... Pensar que aquilo tudo poderia ter sido apenas uma atuação era doloroso demais. E quando percebeu já estava chorando sozinho sobre a mancha de sangue seco no sofá, sem ligar que a porta de casa estivesse aberta.
E Hyde corria com os sapatos nas mãos, agora já longe da casa do ruivo. Nunca tinha entrado por tantos atalhos e becos na sua vida como naquela noite, só queria fugir e nada mais. Não sabia como havia sido tão idiota e ingênuo a ponto de pensar que aquilo daria certo. Porque mesmo que não tivesse acontecido naquela noite, acabaria acontecendo cedo ou tarde, e ele perderia o Ogawa de qualquer jeito no final. Junto com qualquer coisa que sentisse pelo ruivo, sempre haveria a necessidade do sangue o atrapalhando, o torturando.
Talvez devesse voltar para o bar. Voltar para junto do seu clã, e tentar esquecer que Tetsu existia.

 

~continua~


( Categorias: )
foto do(a) Nasake
Moderador

ç_____ç hyde... tetsu...

ç_____ç hyde... tetsu... não....

eu ri demais com aquela parte do ken ali 8D que dó dele

♥ *-* 


foto do(a) vivian
Editor

Ahh T-T deixa de ser

Ahh T-T

deixa de ser preconceituoso tetsu u.u

ter vampiro como namorado é pura adrenalina huahua xD

eles non podem ficar separados ¬¬

non podem T.T 

___________________________________________

Photobucket


foto do(a) Fran en ciel

noooooooo

Noooooooooooooooooooo!Tetsu, não faça isso!
Será que ele não vê as vantagens de namorar um vampiro?!

eu ri demais com aquela parte do ken ali 8D que dó dele [2]


foto do(a) dudaah

nyaaa i.i~~

tadinhooo deleeees..i.i~~

JKAPOksPOAksOPAs

ken-chan bobooo XD

naum demoraaaaaaaaaa! >.<

pq eh taum demorardo pra escrever uma fic? i.i~~ 


foto do(a) Nana
Moderador

toshinha... eu t odeio

toshinha... eu t odeio =~~

porque o hyde fez isso?! ele é burro!?

mas eu amo ele ♥ 


foto do(a) Sora Pepino

*-*

Cada vez mais essa fic parece com um jogo meu xD

Nhoo Tet! Haido! Justo quando a coisa tava ficando empolgante? u.u'

hahauah xD

eu ri demais com aquela parte do ken ali 8D que dó dele [3]

Toshinha! Suas histórias são demais! /õ/

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


foto do(a) Nah Neko

*atrasada* deixa de ser

*atrasada*

deixa de ser preconceituoso tetsu u.u  [02]

ter vampiro como namorado é pura adrenalina huahua xD [ 02]

  perfeito como sempre o/


foto do(a) Natty

........

nyaaaaaaaa ... tadinho do Hyde ... TT_TT

sabe eu q teh q fiquei c um pokinho de dó do Sakura tb ... *apanha*

 


© Larc4ever 2006 - Alguns direitos reservados