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[fan fic] City of the Damned - 1° Cap.

Enviado por toshinha em 16 Agosto, 2007 - 23:15.

Yoo, eu de novo torrando a paciência de todo mundo \o\

bom, outra fic minha @__@

quando não me agüentarem mais, avisem XD²

essa é bem diferente de kaze no yukue, e grande parte da inspiração veio de um certo jogo de RPG

sem mais enrolação aqui (até pq não tenho mais o que escrever u_u)

boa leitura, se for possível ^_^

 

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capítulo 1 - In the night

Escureceu. O relógio eletrônico sobre a cômoda marcava oito horas da noite. O céu lá fora deixava poucas estrelas à vista, mesmo para os padrões da cidade de Tokyo, e a noite parecia ter um ar muito pesado. O jovem moreno e alto vestia sua jaqueta negra, completando o conjunto de vestes pesadas e sérias, e arrumava-se em frente ao espelho. Passou a mão pelo cavanhaque e ajeitou um pouco os cabelos, embora isso não fosse lhe servir de muita coisa. Seu trabalho não exigia boa aparência, até um certo ponto.
- Ken-chan, já está pronto? - perguntou um jovem de cabelos vermelhos, também vestido de preto, mais baixo que ele, entrando no quarto enquanto escondia uma pistola automática no cinto. - Vamos logo...
- Calma... - disse o moreno, e foi escondendo uma pistola igual dentro do casaco. Ali arrumou também a munição de que talvez precisasse, que não era pouca, e amarrou os cadarços das botas militares que usava. - Estou pronto, como você é apressado...
Os dois atravessaram a casa rapidamente e chegaram até a garagem, onde o moreno logo entrou no carro e foi aquecendo o motor. Era um carro preto, antigo, mas incrivelmente belo. O ruivo manejou a porta da garagem e também entrou no veículo depois que o outro saiu com ele, sentando-se no banco do carona.
- Que bom que resolveu tirar todo aquele lixo do carro. - ele disse, acomodando-se enquanto o companheiro saía pela rua, a uma velocidade pouco acima do que seria considerado normal - Se fôssemos pegos numa batida policial...
- Ah, pare de reclamar, Tetsu... Mesmo sem todo aquele lixo no banco de trás, estamos ferrados se nos pegarem. Ainda tem três fuzis no porta-malas, e nós estamos armados até os dentes aqui. E não se esqueça de que essas armas não têm licença.
- Eu sei... é que do jeito que estava antes... dava muito na cara.
- É, talvez. - Ken continuou dirigindo enquanto acendia um cigarro. Manobrou o carro pelas ruas movimentadas da cidade, passando por milhões de lugares. Tetsu observava tudo pela janela, fazendo o preparo psicológico diário. Raramente tinham algum sucesso no que faziam, normalmente precisavam fugir como dois loucos, mas continuavam no jogo. O desafio que enfrentavam era demasiado. O ruivo se perguntava por que tinha que ser ele, por que justo ele e Kitamura Ken.
Alguns minutos depois, o moreno estacionou o carro perto de uma boate. Parecia um lugar bem apertado, à primeira vista, mas os dois sabiam que provavelmente era gigantesco. As coisas, na verdade, aconteciam no subsolo. Saíram do carro e Ken ligou o alarme, e então foram andando até o estabelecimento. Não precisaram de muito para entrar, um par de identidades falsas resolvia qualquer problema. Passaram por uma pequena pista de dança, onde havia um número considerável de pessoas, e entraram num corredor mal iluminado, e então desceram a escadaria que se mostrava à frente. Era longa e sombria, e seu destino era oculto por uma porta velha de madeira. Os amigos sorriram e a abriram, encontrando então um verdadeiro caos.
O som era alto demais, e uma multidão de pessoas ocupava aquele salão gigantesco, tornando o ar pesado e difícil de respirar. Tetsu foi na frente, abrindo caminho até o bar que havia nos fundos. Foram acotovelados e empurrados, mas por fim conseguiram alcançar seu destino, e se sentaram nas cadeiras altas em frente ao balcão. Ken pediu saquê, e Tetsu pediu um simples copo d'água.
- Já enxergou algum? - o moreno perguntou, seus olhos apertados analisando todo o ambiente em volta.
- Já, mas não vale a pena arrumar confusão. Não está fazendo nada de errado, só está sentado no chão. - Tetsu apontou com a cabeça, e seu amigo pôde ver um homem com aparência de motoqueiro, sentado sozinho num canto do salão. Parecia estar de olhos fechados. - Eles devem estar no meio da multidão, e não aqui pelos arredores.
- Certo... Só estou esperando...

 

 

Não muito longe dali, um dos prédios mais altos de Tokyo era palco de uma briga violenta. No terraço do prédio, dois jovens se golpeavam com selvageria, arrancando sangue um do outro até rasgar a pele de modo grotesco. Havia uma pequena platéia formada por alguns outros jovens que faziam um círculo ao redor dos dois, e todos eles gritavam, pedindo por mais. Isso durou até que a porta de acesso ao terraço se arrebentou com um certo estrondo, sendo lançada até perto de onde eles estavam, e duas figuras vestidas de negro apareceram pelo portal.
- Que diabos vocês estão fazendo? - perguntou uma das figuras, calmamente. Sua estatura era baixa, e um capuz preto encobria seu rosto. Os dois jovens que lutavam pararam no mesmo instante, e todos os outros gelaram ao ouvir a voz daquele ser.
- Vocês são surdos? Ele perguntou o que vocês estavam fazendo, seus idiotas. - disse o outro, mais alto, de cabelos longos e negros. Usava óculos escuros e tinha os braços cruzados.
- Nós só estávamos... competindo. - disse um dos lutadores, coberto de sangue até o último fio de cabelo castanho, usando roupas já esfarrapadas.
- Competindo? - cortou o moreno, e riu - Vocês são o que, bestas? São animais de briga? Estão desperdiçando sangue precioso com isso!
- Nós...
- São um bando de neófitos desmiolados, é isso que vocês são! E se fossem vistos, como explicariam isso? - ele ajeitou os óculos escuros no rosto - Seus idiotas, podem pôr tudo em risco. Agora sumam da minha frente e se enfiem nas suas tocas! - ele gritou, e todos os jovens tremeram. Correram apressados e passaram pelo portal onde antes havia uma porta de ferro. Desceram as escadarias com muita velocidade, pelo que se podia ouvir lá de cima.
- Não precisa se alterar, só de nos ver eles já tremem, Sakura. - disse o menor, visivelmente sorrindo por baixo do capuz comprido. - Esses rebeldes... a última geração deles não está criando suas crianças propriamente. - ele foi andando até a beira do terraço, e lá ficou, em pé, olhando para a avenida lá embaixo.
- Por isso os chamamos de ralé. - disse o moreno, andando até o outro e o abraçando levemente pelo pescoço.
- Não fale assim, Saku-chan... Sabe que não gosto disso.
- Tudo bem, grandioso defensor dos rebeldes... Não entendo como pode ter alguma consideração por eles, fora a que precisamos ter pela força de combate que possuem. Somos infinitamente superiores.
- É que, ao contrário de você, eu nunca vou me gostar dessa sociedade e seus estereótipos.
- Já faz um tempo, Hyde... Deveria se acostumar... - puxou o capuz do pequeno, revelando os cabelos curtos e louros que ele escondia. - Não fique com esse capuz, já falei que prefiro admirar o seu rosto... é angelical demais para ser real...
- Angelical? - o loiro riu - Não vê uma grande ironia nisso?
- Vejo sim, mas é uma ironia bela.
- Bela... Não aos meus olhos, Sakura.
O moreno suspirou pesadamente e beijou o pequeno no rosto. - Tudo bem... - o viu assumir uma expressão de desagrado. - O que foi?
- Estou com fome.
- Ah... Então podemos sair. - ele bagunçou os cabelos loiros do outro e se afastou - Vou buscar algumas coisas e já volto aqui, então podemos ir.
- Ok. - observou Sakura andar rapidamente até aquele portal por onde haviam chegado ali, sua capa negra esvoaçando a cada passo. Logo que ele desapareceu, sentou-se ali na beira do terraço, com os pés balançando no ar. Uma das poucas coisas boas que tinha, refletiu, era aquele tipo de visão. Podia contemplar paisagens assim sem medo algum, e gostava desse privilégio. Isso porque só gostava daquela cidade daquele modo. De longe, vista de cima, em sua forma mais bela.
Fora isso, a única coisa boa que tinha era Yasunori Sakurazawa. Mas ultimamente não o estava reconhecendo. Quanto mais o tempo passava, mais ele se tornava parecido com os outros... todos os outros... e não gostava de vê-lo assim. Tinha Sakura desde sempre, desde que ainda eram simples jovens numa cidadezinha... desde de quando suas peles ainda eram quentes, desde quando ainda podiam assistir ao nascer e ao pôr do sol... E agora parecia que estava perdendo aquele Sakura. Aquele moreno havia se acostumado a viver conforme as leis daquela sociedade... conforme os costumes daqueles monstros... e precisava admitir que era um desses monstros. Só não aceitava, não se conformava com isso. Não era nem tristeza o que sentia, era revolta. Nunca antes sentiu uma vontade tão grande de fazer parte daquele clã ao qual os outros chamavam de "ralé", e poder ir abertamente contra tudo aquilo que repugnava.
Mas não... para o seu azar, não podia nem ao menos escolher como seria. Não poderia se tornar um dos rebeldes. Não... além de ter sido totalmente forçado a se tornar um parasita dos humanos, ainda pertencia à família mais sombria da face da Terra. O único aspecto positivo que via em seu clã era a união entre seus membros, o senso que os fazia morar em bandos no mesmo apartamento. Mas os meios que o seu clã usava para atingir seus objetivos podiam ser medonhos.
E agora estava realmente com fome. Abominava isso, mas não podia fazer nada. Deveria dizer que já estava acostumado com as necessidades de seu corpo morto-vivo, mas continuava detestando-as. Era a sina de qualquer vampiro, viver dos outros. Olhou para aquelas pessoas que andavam lá embaixo, pequenas como formigas, e se sentiu inferior a um verme. Precisava do sangue delas para continuar existindo.
Suspirou. Odiava ficar sozinho exatamente por isso. Começava a refletir e acabava frustrado, pensando em como preferia ter morrido a se tornar um imortal amaldiçoado. Podia ter todas as habilidades que fossem, mas continuava se sentindo assim.
- Haido. - virou-se e viu o Yasunori se aproximando, com um saco preto nas mãos - Trouxe umas armas pra você também, caso tenha caçadores no nosso caminho.
- Os últimos caçadores que encontramos já estão a sete palmos debaixo daquelas pessoas. - apontou para baixo.
- Eu sei, e nem precisamos gastar sangue com eles. Vamos continuar assim e ajudar a seita a manter as aparências, por favor. - Sakura alcançou a sacola para o menor, que sorriu ironicamente e começou a procurar algo que fosse de seu agrado.
- Ajudar a seita... Eu acho que seria muito melhor se as pessoas soubessem o perigo que correm, todos os dias.
- Deus, já faz mais de um século, e você ainda pensa como um humano...
- Talvez porque eu nunca quis deixar de ser um. - escolheu três pistolas automáticas, prateadas, as que mais gostava, e também uma submetralhadora comum. Escondeu duas pistolas nas laterais das calças pretas e rasgadas, e as outras armas e também a munição dentro do sobretudo negro que usava. - Mas agora vamos, vou deixar minha consciência descansar por um tempo. Estou com fome demais...
Sakura concordou, e Hyde se levantou do terraço. - Tem aquela boate de sempre, não estamos longe de lá. - o moreno disse, e então os dois se prepararam para tomar caminho. Correram e saltaram com habilidade para o prédio vizinho, e continuaram indo de um prédio a outro até que atingiram o telhado desgastado de um albergue. Do outro lado da rua, um pouco adiante, estava a dita boate. Saltaram do telhado para o beco que existia ao lado, e o loiro colocou o capuz de volta na cabeça.
- Espero que dessa vez eu não acabe pegando um bêbado por engano... - ele comentou, assim que os dois saíram para a rua - Se for um fumante vou estar feliz, mas um bêbado não seria bom.
- Seria sim, ver Takarai Hideto sob o efeito de álcool é tão divertido... Nossa, acho que tinha uns dois anos desde a última vez que você mordeu um bêbado, e logo ontem foi pegar outro... Tenta pegar umas mulheres hoje, Haido.
- Elas têm menos sangue, o corpo é menor.
- Olha quem falando de corpo pequeno...
- Vá se ferrar... - o loiro riu, e assim os dois foram se aproximando cada vez mais do local - Eu não vou agüentar se gastar o resto de sangue que tenho no corpo pra ficar com aparência viva...
- Nem precisa, esse capuz vai ajudar muito... Eu que vou morrer de fome até encontrar alguém que preste. Acho que as pessoas não costumam se aproximar de alguém que esteja totalmente pálido e gelado... gente preconceituosa...
Os dois entraram na boate, rindo. Passaram pela parte chata do lugar e desceram as escadarias, passaram pela porta de madeira e se entranharam na multidão de pessoas. Se separaram e tomaram rumos opostos naquele mar de gente. A essa altura Sakura já tinha dado alguma cor à sua pele, e atraía alguns olhares das garotas que dançavam. Sorriu e ajeitou os óculos escuros.
Enquanto isso, Hyde procurava por homens que fossem grandes. Sim, poderia sugar sangue de uns três bois, de tanta fome que tinha. Puxou um pouco o capuz, para deixar só uma parte de seu rosto à mostra, e logo notou que uma jovem olhava para ele com todas as intenções possíveis do mundo. Riu, e foi dançar junto dela. Se continuasse nesse padrão, talvez precisasse morder umas dez pessoas, mas teria de ter paciência. Dançava quase colado àquela jovem de cabelos vermelhos, e ela se insinuava tanto que ele pensou: se gostasse de mulheres e não fosse fiel ao Yasunori, talvez aquela garota se arrependesse no dia seguinte. Sorriu, quase debochado, e continuou naquele jogo. Tinha que fazê-la pensar que aconteceria o que ela estava querendo.
Não demorou muito para aquela jovem começar a tocá-lo de uma forma mais ousada, e ele só tentava se segurar para não rir. Como as pessoas podiam ser assim, tão idiotas? Era a palavra perfeita para descrever aquela mulher, porque achava a coisa mais idiota do mundo se atirar daquele jeito para alguém que nunca havia visto na frente. Mas era desse tipo de pessoa que vivia, e precisava agradecer. O que achava incrível naquelas boates era justamente a privacidade que elas proporcionavam, mesmo estando sempre lotadas de gente. Ninguém dava a mínima para o que fizesse ali, se quisesse violentar aquela mulher ali mesmo, ninguém o impediria. Sempre que percebia isso, sentia menos culpa. Eram todos desumanos demais para serem chamados de seres humanos.
- Que tal abaixar um pouco isso? - a jovem perguntou, ao ouvido dele, referindo-se à calça preta que ele usava. - Não dá pra se divertir com esse tecido todo na frente.
- Eu acho que dá. - ele respondeu, segurando-a pelo quadril. - Existem inúmeras maneiras de causar êxtase numa pessoa.
Escondeu o rosto no pescoço da jovem, para que ela não o visse enquanto projetava suas presas para fora dos caninos. Se aquela mulher era tão atirada, provavelmente iria adorar o que estava prestes a fazer. Enterrou as presas direto na jugular, (que, embora não fosse o local mais indicado, era o de mais fácil acesso no momento) discretamente, e a ouviu gemer. Se não estivesse ocupado demais tentando não desperdiçar uma única gota de sangue, estaria sorrindo da mesma forma debochada de antes, pois sabia muito bem o quanto a mordida de um vampiro podia ser prazerosa para um humano. Exatamente por isso tantos deles se entregavam e se deixavam levar.
Logo decidiu parar. Não queria matá-la, pegaria outra pessoa. Lambeu e assim fechou a ferida no pescoço dela e saiu dali como um rato que anda pelos canos de uma casa, sem que a jovem pudesse ter qualquer idéia do que havia acontecido e de onde ele teria ido. Com a audição que tinha, o Takarai podia ouvir Sakura conversando com alguma de suas próximas vítimas, não muito longe dali. E também pôde ouvir uma conversa muito curiosa.
- Calma, você não tem certeza...
- Eu vi, eu sei. É um Lasombra, eu tenho certeza... ele usou seus dons, eu vi sombras se moverem de um modo realmente estranho agora a pouco.
- Mas fique calmo, você não sabe a localização exata dele.
Caçadores. Ótimo. Pensou em arrebentar o Yasunori quando chegassem em casa, por usar suas habilidades e deixar tão na vista. Foi na direção das vozes, que pareciam vir do bar ali perto, mas então ouviu barulhos estranhos, como se alguém estivesse correndo por ali. Continuou andando, enquanto voltava a esconder o rosto com o capuz, mas quando alcançou o bar, tudo o que viu foi um jovem de cabelos vermelhos. Sozinho. Os caçadores já deviam estar no meio daquela multidão agora. Soltou um suspiro e foi se sentar numa das cadeiras altas daquele bar, e pediu um copo grande de água. Ainda estava com fome, mas precisaria tirar o cheiro de sangue que tinha na boca antes de tentar morder mais alguém.
Foi atendido e tomou um grande gole de água gelada, e assim que o atendente se afastou, cuspiu tudo no chão ao lado. Repetiu esse processo mais duas vezes, até não restar mais água no copo, e chegou à conclusão de que já estava apresentável novamente.
- Tudo bem com você? - perguntou o jovem ruivo, mirando-o com preocupação. Hyde sorriu.
- Tudo sim, estou bem. - respondeu, e foi se concentrando para corar um pouco sua pele e aquecer um pouco o corpo, caso o rapaz resolvesse continuar conversando com ele.
- Esse lugar é deprimente, não acha?
- É verdade. - o loiro concordou, e pensou que finalmente tinha encontrado um humano de valor dentro daquela boate. Levantou-se de sua cadeira e foi se sentar ao lado dele, agora que já estava mais "humano". - Estou aqui com um amigo, mas ele é o único que realmente gosta disso aqui.
- Também vim com um amigo meu. Ele deve estar lá no meio. - o ruivo apontou para a multidão. Então sorriu de canto e lhe estendeu a mão. - Sou o Tetsu, é muito bom encontrar mais alguém que esteja odiando essa porcaria.
- É muito bom mesmo. - o loiro refletiu por um momento, e por uma razão desconhecida resolveu dizer seu nome real. - Me chamo Hideto. - aceitou o aperto de mãos e logo cruzou os braços sobre o balcão. Agradeceu imensamente que o único espelho daquele lugar ficasse localizado numa parede bem distante dali, ou pareceria realmente estranho. Maldito clã e suas fraquezas que impediam seus filhos de possuir reflexo...
- Hideto... é um nome bonito... - disse Tetsu, e o loiro riu.
- Eu nunca fui o maior fã do meu nome, mas está bom pra mim. E Tetsu...?
- Tetsuya, na verdade.
- Se bem me recordo, era uma das opções nas quais minha mãe tinha pensado... Mas preferiu Hideto.
- Sério? - o ruivo sorriu. E Hyde reparou, que nunca tinha visto um sorriso como aquele. - Mas... o que te trouxe aqui? Quero dizer... - ele pensou, e tomou o último gole de uma caneca de café forte - O que está fazendo num lugar desses? Só pela sua aparência, eu diria que você nem tem idade suficiente pra entrar aqui. - ele riu brevemente.
- Tenho idade sim... Estou aqui por causa de um amigo meu, e mais nada. - Hyde estava analisando a situação. Aquele rapaz era mais alto que ele, e tinha um grande ar de ingenuidade. Talvez conseguisse se alimentar dele ali mesmo no bar, pois o atendente já estava mais do que acostumado com esse tipo de coisa. Não conhecia o homem, e nunca havia se manifestado em frente a ele, mas o próprio Sakura já o mordera algumas vezes. - E você, o que faz por aqui? Só está mesmo acompanhando um amigo como disse antes?
- É... e tinha esperanças de conseguir algum entretenimento... Mas já era. Esse lugar é repugnante demais, a maioria dessas pessoas não se dá ao respeito.
- Un. - o Takarai concordou. Agora já pensava diferente. Não poderia usar aquele rapaz, de forma alguma. Nada o impedia, já que estavam sozinhos com o atendente, mas havia um bloqueio dentro de si. Por um segundo seus olhos se encontraram, e então ele teve certeza absoluta. Ali não era lugar para uma pessoa como Tetsu. Só pelo olhar, ele parecia bom demais... puro demais para estar naquele ambiente horrível. Não se alimentaria dele, mas e se algum outro vampiro o fizesse? Subitamente sentiu surgir um senso de proteção para com o jovem ruivo, e começou a se preocupar.
- Você tem certeza de que está bem? Ficou tão quieto...
- Tenho sim... Mas... posso te dizer uma coisa?
- Pode sim, Hideto-san.
- Eu acho que você devia sair daqui... - o ruivo o encarou, confuso - Não vale a pena ficar aqui embaixo. Não é lugar pra você, tem muita gente ruim aqui...
- Hideto-san...
- Seu nanico, eu te procurei por todos os cantos! - disse Sakura, saindo do meio das pessoas e encaminhando-se até ali. - Vamos logo embora, já são quase cinco da manhã.
- Cinco? - Hyde se surpreendeu. Dessa vez tinham saído muito tarde para "se divertir". - Então vamos mesmo... - olhou de volta para o ruivo - Foi um prazer te conhecer, Tetsu. - estendeu-lhe a mão, e ele aceitou o cumprimento com um sorriso no rosto - Pense no que eu disse, esse lugar não faz bem. Talvez nos vejamos por aí algum dia... - foi se afastando ao lado do Yasunori, e acenou para ele uma última vez antes de se virar.
Já na rua, Sakura aproveitou para cutucar um pouco o humor do loiro.
- Quem era o seu amiguinho?
- Tal de Tetsu.
- Hummm... Ele tinha gosto bom? - recebeu um olhar sinistro do Takarai - Que foi, não mordeu ele?
- Não, Sakura. Nem me lembre disso, eu ainda estou com fome...
- Com fome? Ficou fazendo o quê?
- Ah, eu já não estava muito bem, e comecei a conversar com aquele cara...
- Sei... Mas ainda temos algum sangue guardado em casa, nisso podemos dar um jeito, ne... - abraçou o pequeno enquanto tomavam uma rua lateral - E também posso dar um jeito nesse seu gênio, ainda temos mais ou menos uma hora até o sol nascer... - ele acrescentou, maliciosamente - Dá tempo para...
- Hoje não, Sakura. - o loiro meteu as mãos nos bolsos do casaco.
- Por que não? Estou te estranhando...
- Eu só não estou no humor hoje.
- Como assim? Você SEMPRE está no humor, Haido...
- Não hoje... E você já me irritou, um caçador percebeu você. - viu que o Yasunori ia protestar, mas continuou falando - Só quero voltar pra casa, me livrar dessa fome e descansar. Pensei demais hoje, mais do que devia.

 

~continua~


( Categorias: )
foto do(a) vivian
Editor

nhaaaaaaaaaaaaaaaa até q

nhaaaaaaaaaaaaaaaa até q enfim postou essa fic \o/ 

adoro coisas sobre vampiros...laruku então *O*

essa fic promete com certeza \o/

ve se ñ demora pra posta hein?u.u

xD

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**The best band of the world**

Photo


foto do(a) Larcassy

Que bom que já veio logo

Que bom que já veio logo outra em seguidaaaaaa!!!

Tô adorandoooo!!! O tema é mt bom, e o modo como vc escreve nos prendeee!!!

Posta logo o próximo capítulo!!

Adoreiiiii!!!

 


foto do(a) Haruhi

Weeeeee mais uma fic

Weeeeee mais uma fic emocionantee!!
Adorei essa fic de vampiros, muito bom toshinha!
Não demora pra postar viu ?^^ 

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♥ נιуυυ иι мαυ иσ ѕα му нєαят ∂яαωѕ тнє ∂яєαм
σн σяιтαтѕυ кαиαтα ∂є мє ωσ αкєтαяα... ♥



foto do(a) Nasake
Moderador

nossa vampiros são os

nossa vampiros são os melhores *_____*~

muito bem escrito, como sempre ^^

weeeeeeee *-*~ mais fic. 


foto do(a) vivian
Editor

tashaaaaaaaaa continua a fic

tashaaaaaaaaa continua a fic Ç___Ç


foto do(a) Lucytta

weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

mais uma na sequencia weeeeeeeeeeee... (eu adoro o modo como vc escreve toshinha, é estremamente envolvente e qndo percebe, já terminou d ler....) (nem dá pra perceber q RPG q vc s inspirou *sendo ironica*)


foto do(a) Adriano-hyde-takarai

 Poxa adorei de

 Poxa adorei de verdade..vampiros eu gosto....vouler a segunda parte agora...


foto do(a) Natty

....

Leitora novaaa ... \o/

e atrazada tb ... muito por sinal !!!

to tentando ler todas as fics ... ^^^

muito boa essa sua fic toshinha !!!!

 


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