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[fan fic] City of the Damned - 6° Cap.

Enviado por toshinha em 6 Outubro, 2007 - 21:50.

\o\

vou tentar não demorar pra postar o próximo =P

boa leitura ^_^

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capítulo 6 - Trap

O silêncio se fez presente assim que os dois homens do Príncipe deixaram a sala e fecharam as portas. Hyde não sabia como começar a explicar tudo, na verdade nem sabia se deveria começar, e quando seu cérebro pareceu sair do torpor, a voz do Awaji foi ouvida, depois do que pareceram horas de silêncio absoluto.
- Fomos até o local onde nos mandou, procurar os vampiros do Sabá. Mas o problema era que eles estavam montando uma emboscada, eles sabiam que alguém iria atrás deles, e assim fomos forçados a enfrentá-los.
O Príncipe passou as mãos pelo rosto, cansado. - Quantos?
- Cinco Brujah, dois Ravnos, dois Lasombra que sumiram assim que começamos a lutar, um Assamita e um Tzimisce. - contou Yukihiro.
- E como vocês saíram inteiros? - Gackt perguntou, mais zombando do que tentando ajudar, e Hyde notou isso na hora pelo tom de voz que ele usava - Cinco Brujah tudo bem, não é tão difícil lidar com essa ralé, mesmo que sejam do Sabá... mas os outros...
- Todos deram trabalho. - o Takarai interrompeu, falando friamente - O Assamita foi realmente difícil...
- E então você se sentiu na liberdade de dar um show, não é? - o assistente do Príncipe retrucou, sorrindo - Uma das condições para que você, o Sakura, e todos os outros do clã de vocês sejam aceitos aqui, é que não fiquem tentando aparecer. Até um ancião se assustaria com uma porcaria igual à que você fez, então imagine se os humanos enxergam...
- Mas não tinha nenhum humano lá. - Sakura o interrompeu, sabendo que assim iria irritá-lo - Aquele complexo de prédios está abandonado há anos, e os únicos mortais que andam por aqueles lados são poucos traficantes de drogas, alguns usuários, e um monte de bêbados. Você sabe muito bem disso, então pare de falar coisas sem sentido.
- Eu não estava falando com você. - Sakura sorriu satisfeito ao notar que Gackt falava num tom realmente irritado, mas começou a se irritar na mesma medida que ele quando o viu apontar um dedo na direção do Takarai e começar a falar naquele tom arrogante novamente. - Há muito tempo eu tento avisar todo mundo que você é um risco, Hyde. Você e o Yukihiro. Eu notei faz tempo que você se parece mais com uma criança perturbada do que com um vampiro de verdade...
- Quem vai ficar perturbado é você, depois do que eu fizer, se continuar falando com ele assim. - o Yasunori segurou o pulso do outro e o torceu para baixo, fazendo com que ele assumisse uma expressão de dor, na sua opinião, impagável. - Acho bom você começar a levar a sério as coisas que eu digo.
- Parem, os dois. - Sakura e Gackt se afastaram e passaram a apenas trocar olhares azedos, obedecendo ao Príncipe, enquanto Hyde e Yukihiro pareciam preocupados. - Voltando ao assunto principal... Eu sei que Yukihiro não faria uma fogueira no alto de um prédio se não fosse realmente necessário, ou seja, os inimigos devem ter sido um grande problema. Como nenhum humano viu, pelo menos ao que parece, está tudo bem, mas é melhor tomar mais cuidado.
- Hai. - o Awaji apenas concordou e voltou a ficar em silêncio.
- E Hyde, dessa vez eu vou deixar passar o seu caso também...
- Como assim? - Gackt perguntou, de olhos arregalados.
- Eu disse que vou deixar passar. - o Príncipe repetiu, mirando o assistente como quem olhava para um animal de estimação desobediente.
- Mas ele fez uma mortalha no meio da cidade...
- Eu não pedi a sua opinião, Gackt. Quem dá a palavra final aqui sou eu, e o Hyde não fez nada de errado, já que ninguém viu nada.
O mais alto ficou totalmente sem palavras e cruzou os braços, em silêncio. O loiro só não sorriu diante daquela cena, porque o assunto era sério e sentia que os olhos do Príncipe não deixavam de observá-lo.
- Mas os inimigos fugiram. - o homem continuou, suas mãos deslizando para os bolsos do terno preto. - Exceto pelos quatro que Yukihiro trouxe aqui logo antes do nascer do sol.
- Eu precisei do fogo pra me livrar dos Ravnos e do Tzimisce, mas eles pareciam já querer sair de lá. - o Awaji explicou - E quando eu percebi que eles estavam correndo para longe, não me passou pela cabeça a idéia de ir atrás deles, nem por um momento. Eu olhei para onde ainda estava a mortalha do Hyde, e de repente eu vi o Assamita sair de lá de dentro, correndo como um louco...
- Ele saiu antes das sombras se dissiparem? - Hyde sentiu sua cabeça ganhar um peso extra, mais uma confusão - Mas como ele saiu inteiro...?
- Não faço idéia, só sei que ele saiu.
- Isso me deixa mais preocupado do que eu já estava... - falou o Príncipe, passando a andar lentamente pela sala - Eu mesmo já fui pego numa mortalha, há muito tempo atrás, e sei que é praticamente impossível sair sozinho... só me salvei porque tive ajuda. E se esse vampiro conseguiu, é um sinal de que eles devem ser bem piores do que pareceram a vocês ontem, o que confirma algumas suspeitas que eu tenho. - ele tirou um relógio prateado do bolso, mirando-o por um segundo antes de guardá-lo novamente - Se realmente existe um grupo do Sabá escondido aqui, e se mandaram vampiros fortes que se passaram por normais, como foi o caso do Tzimisce que nem ao menos se moveu pelo que o Yuki me contou, quer dizer que também existe um líder muito inteligente por trás disso, que de algum modo sabe exatamente como nos comportamos.
- Pode ser algum velho inimigo do senhor. - Hyde disse, acompanhando o raciocínio do homem que agora parava à sua frente - Dentro do Sabá, todos os Príncipes da Camarilla têm muitos inimigos pessoais... Não seria difícil pensar assim.
- É uma possibilidade... E provavelmente essa pessoa tem algum informante. - o homem continuou o pensamento do Takarai, fazendo com que todos os outros o mirassem com surpresa. - Porque eu faço as coisas de um modo muito diferente dos outros Príncipes. Todos, quando ouvem rumores de infiltração do Sabá, primeiro mandam simples lacaios para checar a situação, ou novatos, vampiros realmente fracos. Se nenhum voltar, é hora de mandar os neófitos e algum vampiro mais velho junto... Mas eu não gosto de sofrer danos, não gosto de provocações... Então eu sempre mando alguns dos vampiros mais fortes que eu tenho na cidade, ou aqueles nos quais eu mais confio. E se o possível "cabeça" do grupo do Sabá não soubesse disso, não haveria um Tzimisce lá ontem, muito menos um Assamita.
- Então o senhor acha que pode ter alguém infiltrado por aqui? Alguém que passe informações do senhor? - Gackt perguntou, sério. - Se for o caso, precisamos começar a investigar isso agora mesmo.
- Eu não acho, Gakuto... eu tenho certeza agora. As peças se encaixam com uma velocidade muito grande dentro da minha cabeça, só espero que eu possa resolver esse problema logo... - o Príncipe parou e olhou para o assistente por um momento, vendo que ele parecia seriamente preocupado - Gackt... eu quero que você vá até o seu escritório e encontre os nomes de todos os vampiros que chegaram ou foram Abraçados nessa cidade nos últimos cinco meses, pra você é mais rápido e prático fazer isso. Investigue o que puder sobre eles nos arquivos, e me traga uma lista daqui a duas horas no máximo.
O mais alto cumprimentou o Príncipe com uma reverência e saiu, mas não sem antes lançar um olhar de desgosto para o Takarai, que retribuiu o gesto.
- Yukihiro... - o homem continuou, logo depois que os sons dos passos de Gackt desapareceram - Quero você de olho em qualquer acontecimento fora do comum, converse com os anciões do seu clã, veja se algum outro feiticeiro viu alguma coisa estranha. Tem que ser você, já que são poucos os Tremere que simpatizam comigo. - e dito isso, olhou para o Yasunori - E , Sakura, eu gostaria que você ficasse alerta quanto ao que acontece nas ruas mesmo, já que você e o Hyde convivem mais com o submundo do que o Gackt ou o Yuki, ou qualquer um que eu tenha à minha disposição e confiança. - Yukihiro e Sakura se entreolharam antes de aceitarem o trabalho, e ficaram esperando para saber quais seriam as ordens dadas ao Takarai, mas o Príncipe simplesmente apontou a porta a eles. - Estão liberados, agora eu preciso conversar com o Hyde.
O baixinho já esperava por isso, e fez um gesto nervoso apontando a porta ao Yasunori novamente quando percebeu que ele hesitava em sair. Os dois amigos foram até a saída devagar, e Sakura ainda olhou para trás uma última vez antes de sair e fechar as portas. Com aquele olhar, Hyde teve certeza de que ele ainda estaria lá fora quando saísse dali, e suspirou antes de mirar o homem de terno preto. Ele, por sua vez, retirou o relógio do bolso novamente, dessa vez para deixá-lo sobre a mesa de madeira polida.
- Eu sinto muito pelos exageros de ontem, senhor.
- Já pode parar de me chamar assim, o Gackt não está mais aqui, e ninguém pode nos ouvir lá de fora. - o homem voltou a se sentar sobre a mesa, ao lado do relógio, e então apoiou os cotovelos nos joelhos apenas para deixar seu rosto afundar nas mãos logo depois. - O engraçado mesmo é eu me sentir confortável o suficiente pra demonstrar cansaço dessa maneira na sua frente... E há quase um ano você não entra no meu escritório, nem pra dizer que quer assassinar o Gackt.
- Sabe que a minha estadia nesse prédio nunca é boa. - o loiro disse, enfiando as mãos nos bolsos das calças - Já não basta os "pequenos porteiros" que você tem lá na frente ficarem me olhando como se pudessem me enxergar por dentro, por mais que me conheçam... E a recepcionista que vive dando em cima do Sakura, ainda tem aquele idiota com cara de plástico.
- Você se esqueceu da secretária que fica no quinto andar, que vivia dando em cima de você em vez do Sakura.
- Ótimo, eu precisava mesmo de mais uma boa lembrança...
- Não vai conseguir tirar o meu senso de humor com a sua ironia, eu já me acostumei com isso. - o Príncipe riu por um momento, e depois saltou da mesa para andar até as grandes janelas atrás dela. - Depois eu vou pedir ao Gakuto uma lista de alguns dos "criminosos" mais conhecidos, então você pode dar uma olhada e ver se os idiotas de ontem estão entre eles. É provável que o Assamita esteja... E o incrível é que o último Assamita que eu conheci não gostava nem um pouco do Sabá...
- As coisas se tornam muito relativas, por várias razões, Seiji-san. - Hyde o seguiu até a janela, resolvendo chamá-lo pelo nome. Podia ver com clareza que por trás de toda a força que aquele homem apresentava, ele morria de preocupação e cansaço. - Se isso não acontecesse, não teríamos Lasombra na Camarilla.
- Isso é verdade... - o moreno riu novamente, olhando para os carros lá embaixo - Afinal, o clã fundador do Sabá. Ainda não sei como vocês vieram parar aqui... Tudo seria muito mais racional...
- Se cada um ficasse no seu devido lugar. - o loiro terminou a frase, sorrindo de canto - Claro, o Sabá teria poucos, e ainda assim causaria os maiores problemas possíveis. E a Camarilla não teria tanta diversidade a seu favor... Se cada um ficasse só no seu canto, os Tremere estariam enfurnados em algum templo em um lugar desconhecido, sem prestar ajuda alguma, os Assamita viveriam sempre no meio do deserto, e assim vai. Essa sociedade seria ainda pior do que já é.
- É... deve ser por isso que, mesmo não sendo realmente seu amigo, você é o único com quem eu me sinto confortável. - Seiji encostou a testa no vidro da janela - Você também odeia isso tudo.
- Imagine se os anciões da cidade escutam seu querido Príncipe falando desse jeito? - o baixinho precisou achar graça, não resistiu - Você perderia o cargo na hora, meu caro.
- Isso seria um problema... mas só porque eu ainda tenho muitas coisas pra resolver. - ele disse, e Hyde ficou sério de repente - Tudo o que eu pensava antes de me tornar o Príncipe... é praticamente o oposto do que eu penso agora. Antes, viver a morte era perfeito. Eu só pensava nisso, na imortalidade, em todas as mulheres que eu podia ter, em quanto poder eu podia conquistar...
- Normalmente todos pioram mais ainda quando chegam ao Principado. - o loiro comentou - Mas você resolveu implorar pra entrar no mesmo mundo que eu. - sorriu - Mas a pergunta principal que eu tenho pra te fazer é... - o homem o observou, interessado - Como você atura o seu assistente?
O outro riu com vontade. - Eu aturo porque eu preciso. O Senhor dele é um dos anciões mais velhos do meu clã, um dos que me ajudou a chegar onde estou. Se eu não aceitasse a "cria" dele aqui, eu correria alguns riscos. Mas às vezes o Gakuto se mostra bem útil, apesar de ter essa repugnância por você que eu não entendo, e de ter um cérebro menor que o normal. - os dois passaram algum tempo rindo enquanto olhavam para a cidade lá fora, mas depois de alguns momentos de silêncio, Seiji se virou e apoiou as costas no vidro, olhando o Takarai diretamente. - Por mais que seja divertido esculachar o meu pobre assistente, agora precisamos falar sério. Você sabe melhor do que eu, que não pode ficar usando as suas habilidades assim... como ontem. Eu sei que não aconteceu nada, mas poderia ter acontecido.
- Eu sei disso...
- Mas não é esse o ponto, só falei isso pra poder dizer que eu usei um sermão com você. Os outros não podem saber que você tem regalias, Haido.
- Regalias? - o loiro repetiu, divertido.
- Quando você viaja pra fazer qualquer coisa, qualquer serviço que seja, eu sempre te pago os melhores hotéis possíveis pra ficar. Não acha que isso é um bom exemplo de regalia? Privilégio? Você é importante. Se fosse o Gackt, por exemplo, eu deixava dormir embaixo da ponte com uma lona preta em cima, queimando aos poucos. - balançou a cabeça com descrença quando viu o loiro sorrir satisfeito - E se fosse o Sakura, me desculpe, mas eu enfiava no primeiro albergue pulguento que eu encontrasse. Mas, falando realmente sério agora, eu preciso que você vá encontrar um velho amigo seu, e que conte a ele o que aconteceu ontem. E mande-o vir até aqui também.
- Que amigo?
- Um com o qual só você teria paciência pra conversar... - Seiji fixou os olhos prateados no menor, e deu um sorriso maroto - Preciso que encontre o Dexter.

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As ruas naquela parte da cidade pareciam ainda mais escuras, e as pessoas mais sérias. Os outros vampiros que reconhecia pelo caminho o miravam com curiosidade e desconfiança, mas resolveu continuar seu trajeto sem observar muito os outros ao seu redor. Era mais seguro assim. Dois dias depois daquela conversa com o Príncipe de Tókio, estava finalmente fazendo o que lhe fora pedido, estava indo até uma casa onde não entrava há quase dez anos. Não sabia se seria reconhecido ou recebido como um estranho, talvez até fosse atacado...
Tinha dispensado completamente a companhia do Yasunori, sabia que ele acabaria causando problemas. Não intencionalmente, mas sempre que ele e Dexter passavam muito tempo sob o mesmo teto, coisas estranhas aconteciam. Enrolou a jaqueta preta melhor no corpo, escondendo bem as armas que levava consigo, e seguiu por uma rua lateral, passando por todos os prédios escuros e sujos daquele bairro, vendo poucos humanos pelo lugar, vendo mais mortos-vivos, atirados pelos cantos. Era estranho o fato de não ter sido incomodado ainda. Nenhum traficante mortal oferecendo coisas ou perguntando o que fazia ali, nenhum vampiro curioso ou irritado com sua presença. Apenas olhares desconfiados, e nada mais.
Foi seguindo pelas ruas mais estreitas, andando por atalhos conhecidos, ainda nítidos em sua mente. Sabia muito bem as ruas pelas quais não podia andar se não quisesse se aborrecer de verdade. E depois de alguns minutos, chegou à frente de uma grande casa, porém de aparência realmente velha, localizada ao fim de uma das tantas ruas sem saída. Parou no portão enferrujado e mirou o botão da campainha, rindo levemente, e começou a contar as pedras da calçada suja abaixo das grades. Localizou a quarta, da direita para a esquerda, e pisou ali com força.
Subitamente, conseguiu ouvir o som da campainha ecoando naquela casa, e voltou a mirar o botão preto ao lado do portão. Lembrava-se muito bem do que tinha acontecido com o último que viu apertar aquele botão, e sentiu um arrepio. Ainda se perguntava por que Dexter nunca havia sido advertido por instalar armadilhas na entrada de casa, principalmente armadilhas que podiam perfurar humanos. Talvez fosse a falta de paciência que todos demonstravam para com ele... Deviam achar melhor ignorá-lo ou simplesmente observar de longe.
Aquele portão enferrujado se abriu de repente, com tanta força como se alguém o tivesse chutado ou puxado bruscamente. Continuava a mesma coisa. Hyde foi andando pelo pátio da casa, observando o chão com cuidado para não pisar em alguns locais dos quais se lembrava, algumas pedras perigosas que continham outras armadilhas. E teve um sobressalto quando ouviu seu celular tocando dentro do bolso das calças pretas. Sakura tinha praticamente obrigado-o a levar o aparelho junto, já que não poderia acompanhá-lo, mas o loiro ficou surpreso quando tirou o aparelho do bolso e viu que não era ele quem ligava. Mirou o número estranho por alguns momentos e decidiu não atender, precisava se concentrar para conseguir chegar inteiro até a porta da casa.
Guardou o telefone novamente e seguiu cuidadosamente pelo pátio até alcançar a porta da frente, e dessa vez procurou pisar na quarta pedra da esquerda para a direita em frente à porta preta e velha, para tocar a campainha novamente e avisar que ainda tinha todas as partes do corpo juntas. Não se passaram dois segundos quando a porta se abriu da mesma maneira violenta que o portão, e as luzes se acenderam assim que colocou os pés dentro da casa. Fechou a porta e mirou bem o vampiro à sua frente.
Era um homem alto e esguio, de rosto jovem e cabelos longos e puramente brancos, e olhos de um tom azul elétrico. Naquela sala de luz fraca, ele se encontrava numa poltrona grande e preta, sentado de uma forma pouco convencional, para dizer o mínimo. Estava de cabeça para baixo, os longos cabelos se espalhando no chão enquanto suas pernas colocavam-se normalmente sobre o apoio do sofá, como se ele estivesse sentado de forma natural. O próximo detalhe a ser percebido pelos olhos do Takarai foi a camiseta totalmente colorida e rasgada em alguns pontos, uma verdadeira poluição visual que misturava desde rosa até verde escuro, com praticamente todas as cores possíveis ali. O homem usava também uma calça camuflada em tons de azul e tinha os pés descalços. Parecia uma massa colorida sobre a poltrona preta. Exatamente como se lembrava.
- Dexter? - chamou, e o outro deixou a cabeça cair para trás, olhando-o diretamente nos olhos. - Eu vim...
- Falar comigo porque o Príncipe mandou... Eu sei Hyde... - o outro disse calmamente - Quadrados ainda giram diante dos meus olhos... o... tempo... todo.
- Acontece que...
- Coisas estranhas... andam... acontecendo... na cidade. - o loiro deixou um meio sorriso se formar em seu rosto. A fala constantemente pausada do amigo era um dos motivos pelos quais nem o Príncipe tinha paciência para conversar com ele. - Os escorpiões... Sempre leve algo quando for caçar serpentes... As botas ficam sujas de lama.
- Dexter, eu preciso que você tente...
- Falar coisas coerentes durante pelo menos cinco minutos? - o maior disse de repente, e foi se virando na poltrona até parar sentado como qualquer pessoa, para depois se levantar lentamente. Em altura, ele equivalia a dois do loiro. - Eu consigo, não sei se você consegue. Nuvens. Há muito tempo eu não te vejo.
- Eu sei disso. - Hyde começou a olhar em volta, e notou que a sala continuava igual. O mesmo armário escuro e empoeirado num canto, a poltrona, os dois sofás negros, o tapete sujo e rasgado, as paredes ainda mais sujas. - Eu preciso te contar algumas coisas que aconteceram outro dia...
- Claro... evaporação... sapos. - Dexter disse, mirando o Takarai seriamente e cruzando os braços, parecendo aborrecido - Abandonam o Dexter nesse buraco... e o Dexter não diz nada, não tenta contrariar... Dexter... nunca... pergunta... por que... não... o mandam... fazer... nenhum... serviço... Nunca reclamo de não ter um trabalho como você e os outros. Mas... quando... precisam... de ajuda... então todos correm, se organizam... um lago cristalino... e mandam Hyde ir buscar o velho Malkaviano em sua toca.
O Takarai soltou um suspiro. Estava vendo que aquilo não seria nada fácil.

 

 

~continua~


( Categorias: )
foto do(a) Nasake
Moderador

hahsgayihsaagasa sei lá pq

hahsgayihsaagasa sei lá pq simpatizei com o Dexter 8D

quem tava ligando pro hyde? tetsu? *-*

essa fic é tãããão boa *O*~~ 


foto do(a) vivian
Editor

uia....q viajem essa última

uia....q viajem essa última parte @__@

nhaa pq o haido tem regalias hein? hoho...isso ficou mal explicado xD

e quem será q ligou? palpite...tetsu \o

mttt boa mesmo...se virasse filme iria ser da hora \o\ /o/

vê se ñ demora pra continuar hein nee-chan u.u 


foto do(a) Nana
Moderador

oow!! pobre do dexter

oow!! pobre do dexter xDD

toshinha... tu eh uma fabrica d fics boas... 

*tetsu cantando* amor, por favor, naum desligue o teeelefoone... eu sou sua mulher e vc eh o meu hoooomemmm!! [?]

*se mata* 


foto do(a) Sats

WAAAAAAAAAAAAAA UM MALK!!!!!

WAAAAAAAAAAAAAA UM MALK!!!!! *-*

Uma das fics mais bem escritas e a q mais me prendeu até hj! Na minha humilde opinião, digna de um seriado! Parabéns! :-}


foto do(a) nankita

 *O* *sem palavras pra

 *O*

*sem palavras pra descrever essa fic* 

______________________________________________ 

Quero uma conta no Hydeist!!! *-*


foto do(a) Haruhi

O_O

Hum... Capítulo... Interessante...

HAUhsuHUAHUsuhsuhauHU

Gostei desse Dexter heim, o jeito que ele fala pausando xDD~
MEW... Amo essa fic, sempre que leio ela me prende
Fico imaginando todas as partes e cenas dessa fic!
Se virasse um filme, ia fazer muiito sucesso, ela é muito BOA *O*~
Quem ligou pro Haido?... Tetsu... É óbviu xDD

Ve se num demora Tasha *-*~ 

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♡ тнє ℓσνє тσ уσυ ιѕ αℓινє ιи мє.
ωσ- єνєяу ∂αу fσя ℓσνє.
уσυ αяє αѕι∂є σf мє ωσ- єνєяу ∂αу. ♡ 

  


foto do(a) nankita

Cadê o cap.7??? Tah

Cadê o cap.7??? Tah demorando, heim??? XP

Por isso q eu num gosto d ler fics inacabadas.... Eu fico nessa euforia pra ler outro cap e o (ou, no caso, a) autor(a) fica demorando.... ¬¬

To brincando, eu gosto d fics inacabadas tbm, daí eu posso imaginar um fim enquanto a autora num termina a fic.... XD 

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Quero uma conta no Hydeist!!! *-*


foto do(a) Natty

........

Nyaaaaaaa ... muito fofo o Sakura defendendo o Hy-chan  !!! *-*

to amando sua fic Toshinha !!!!!!!


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