
\o\
eu não tenho a mínima idéia de quando essa fic vai terminar u_u'
boa leitura =P
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capítulo 9 - And the storm begins
- Então finalmente eu tenho Dexter no meu escritório, depois de tanto tempo. - Seiji disse, agora sentado confortavelmente em sua cadeira, dentro de sua sala, a portas fechadas com o Malkaviano e o Lasombra, ambos em pé. - Mas é óbvio que não foi possível esquecer você... já que costuma ficar... marcado... na memória das pessoas.
- Eu marcava os seus muros com spray rosa. - foi tudo o que o albino disse, e Hyde engoliu em seco. Não queria ver uma possível briga entre aqueles dois.
- Tudo bem Dexter, como quiser. - o Príncipe sentenciou, falando mansamente, como quem conversava com uma criança birrenta. - Mas precisamos entrar no assunto a que estamos aqui. Em pouco tempo Gackt deve estar aqui com as fotos dos criminosos de que falei, Hyde, e você pode ver se encontra o Assamita. Se não encontrar, pode ao menos nos dar uma descrição dele e dos outros.
- Hai.
- Está falando pouco hoje, Haido...
- É que ele está tentando se preservar e não te deixar louquinho como você normalmente fica ao escutar a voz dele, Seiji.
Hyde fechou os olhos e suspirou. Dexter parecia ter ido até ali apenas para conseguir uma confusão, estava até falando racionalmente. E o Lasombra começou a se perguntar por que os outros tinham essa mania de achar que o Príncipe tinha segundas intenções com ele, já que ele não tinha. Sacudiu a cabeça e abriu os olhos apenas para presenciar a troca de olhares azedos entre os outros dois, imaginando por que diabos eles tinham que ser assim. Sabia que Dexter nunca havia gostado de Seiji, e sabia muito bem que, como uma grande exceção entre os vampiros, ele era muito superprotetor com os amigos, mas achava que ele poderia se controlar. Então se lembrou. Ele era um Malkaviano, era louco.
- Tudo bem, não estamos aqui pra brigar, Dexter. Só quero deixá-lo a par dos fatos e designar o seu trabalho...
- Essa é boa. - Dexter disse, rindo baixinho, e subitamente uma gargalhada histérica encheu o aposento enquanto o albino se contorcia e se dobrava. Apenas alguns segundos depois ele parou de rir, mas permaneceu curvado, como se houvesse um grande peso sobre suas costas. - Haido.. eu falei que... ele ia... conversar comigo... mais respeitosamente... com você por perto... e daria em cima de você... menos descaradamente... comigo por perto. E ele ainda quer a minha ajuda...
- Dexter, não faça drama... - o loiro suplicou, mas antes que pudesse terminar sua frase, a porta da sala se abriu, e por ela entrou o único ser morto que poderia arruinar tudo mais ainda. Gackt vestia uma calça preta, sapatos bem lustrados e uma camisa branca, segurando uma grande pasta preta nas mãos. Hyde pôde notar o olhar quase enojado que o Ventrue lançou ao albino assim que se colocou ao lado do Príncipe, e teve uma vontade quase louca de pular no pescoço daquele infeliz.
- Aqui estão as coisas que o senhor me pediu... - ele disse, assumindo sua costumeira pose empertigada, e entregou a pasta ao moreno, que retirou um maço de folhas de dentro dela.
- Pode dar uma olhada, Haido-san. - ele alcançou os papéis ao loiro, e depois apoiou as costas na cadeira. - Mas acho que vou precisar das suas descrições...
- Na verdade eu só posso dar uma descrição exata do Assamita... - Hyde respondeu vagamente, olhando folha por folha, cada fotografia - O Tzimisce pode mudar o próprio corpo a qualquer momento... Se quiser uma descrição dos dois Ravnos, vai precisar falar com o Yuki, e se quiser saber do Brujah que fugiu, vai precisar do... - hesitou e precisou de um momento para se acalmar antes de pronunciar aquele nome - do Sakurazawa.
- Como você é inútil... - Gackt resmungou, e recebeu alguns olhares nada amistosos de todos os presentes.
- Eu devo ser mesmo. - o loiro respondeu, para a surpresa de todos, exceto Dexter que agora estava ocupado demais fazendo giros completos em torno de si mesmo enquanto murmurava e grunhia. - Mas eu encontrei o Assamita. - e devolveu os papéis para o moreno que fitou longamente a fotografia do homem árabe e careca na folha.
- Então o Sabá deve estar em alguma missão especial... Nós só temos esse homem na lista de criminosos por uma grande tacada de sorte, foi apenas um dos alvos dele que se salvou. E conseguimos uma fotografia dele por mais sorte ainda... aqui ele ainda era vivo... - Seiji disse, largando as folhas sobre a mesa e afundando o rosto nas mãos. - Khalid é o nome dele, e não se sabe mais nada... Melhor tomar cuidado agora Hyde, porque se ele se lembra do seu rosto... ele pode tentar fazer alguma coisa a qualquer momento.
- Eu não acho que um vampiro como ele iria se importar comigo. Até porque, como o seu querido assistente disse, eu sou inútil, então também não vou poder te ajudar em muita coisa.
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- Você tem muita sorte que o Seiji seja seu fã, ou você estaria pendurado no porão de algum lugar qualquer, sangrando o couro até secar. - Yukihiro disse, deitado no grande sofá azul com um grande livro no colo, mirando o Takarai que havia recém se levantado e ainda usava apenas um calção branco. - Ontem você devia estar meio fora do normal, o antigo Príncipe consideraria isso uma insolência sem tamanho...
- Não sei, aquilo só saiu. Eu nem quis dizer as coisas em tom de desafio nem nada, só a tensão entre o Dexter e o Seiji-san já estava alta demais naquela sala. - o baixinho foi até a janela aberta e mirou o céu limpo da noite, depois o movimento da rua lá embaixo. Gostar de lugares altos devia ser mania de feiticeiro, do contrário, não conseguiria imaginar Yukihiro morando no décimo quinto andar até ver de perto. Ainda se sentia um tanto deslocado, por mais que o amigo tentasse fazer com que ficasse confortável. Até as roupas que usava eram dele, pois não tinha coragem de voltar até a toca dos Lasombra e pegar suas coisas.
- E falando nisso, como vai o Dexter?
- Vai o mesmo de sempre, só com algumas novas habilidades. - mirou o Awaji por um momento, vendo o súbito interesse dele, e sorriu bobamente - Nem pense nisso, você sabe que não vai conseguir arrancar nenhum segredo universal daquele albino. Se ele tem algum conhecimento superior, ele vai guardar pra ele até o fim dos tempos.
- É, eu sei disso... - o feiticeiro soltou um suspiro decepcionado e voltou a folhear o livro - Você tem alguma coisa pra fazer hoje? - o Takarai balançou a cabeça negativamente - Então vou te avisar que você vai estar sozinho em casa.
- Vai fazer o quê?
- Tenho que conversar com um certo ancião... e com toda essa história do Sabá, estou vendo que vão exigir cada vez mais de mim... Ontem mesmo um humano foi atacado, não muito longe daqui, e o infeliz deixou os dois furos abertos nele... Imagine a situação, um humano dá entrada no hospital quase sem sangue, e com apenas duas fendas no pescoço... a cabeça dos médicos deve estar girando com isso, e não duvide que vai chover trabalho nas nossas costas quando o Seiji ficar sabendo.
- É sério isso?
- É sim, um colega meu estava aqui me contando pouco antes de você acordar... um daqueles que trabalha infiltrado no hospital pra conseguir algum sangue às vezes, sabe? - o Awaji pensou um pouco, até que conseguiu puxar mais detalhes de sua mente - Parece que encontraram o rapaz por sorte, alguém viu ele caído na rua... Ogawa alguma coisa... podia ter morrido pelo que esse meu colega me disse...
- Ogawa? - se fosse possível, Hyde teria sentido cada célula do corpo congelar. Lembrava-se muito bem de Tetsu ter dito que era esse o seu sobrenome... mas ele não era o único Ogawa do mundo, com certeza não era ele...
- Não lembro o nome todo do rapaz agora, mas era Ogawa sim. Daqui a pouco eu lembro o resto. Há muitas coisas na minha cabeça.
- Faça um esforço, por favor, e enquanto isso eu vou tomar um banho... E depois eu tenho que falar com você sobre uma coisa. - o menor praticamente correu pela sala até o corredor, deixando o Tremere confuso, andando rápido até o quarto que ocupava ali. Entrou e fechou a porta atrás de si, correndo para o grande armário escuro na parede, onde Yukihiro havia deixado roupas para que usasse. Pegou qualquer coisa e foi se trancar no banheiro totalmente azul do amigo. Era incrível como quase tudo naquele apartamento era azul... talvez Yuki gostasse de se sentir num aquário...
- Lembrei... - o Awaji murmurou para si mesmo na sala, escrevendo o nome no canto de uma página do livro para não esquecê-lo novamente - Tetsuya... garoto de sorte esse... - e passou a mirar o teto, pensativo. Tinha tantas coisas a fazer... Precisava falar com seu senhor... há quanto tempo não falava com aquele velho... E toda a sua curiosidade acerca de Dexter havia voltado de uma vez só, depois de todos os anos que passou sem nenhuma informação do Malkaviano. Aquele era o único lunático com quem tinha se encontrado naquela cidade, o único próximo o suficiente para ser questionado, estudado... e tinha uma personalidade tão difícil... Era uma versão descontrolada e exagerada do Takarai, se parasse para pensar, como se uma personalidade alternativa dele houvesse se libertado do corpo.
Os únicos dois vampiros que conhecia que realmente se importavam com os outros à sua volta. Nem ele mesmo era assim. Só se importava com Hyde, único amigo que tinha, e mais ninguém.
Largou o livro aberto sobre o sofá e se levantou, batendo as mãos nas roupas pretas, e ficou andando em círculos pela sala até que não ouvia mais o som do chuveiro vindo do banheiro, e podia escutar apenas o barulho anormal que o baixinho fazia na hora de se vestir. Era incrível como ele podia ser tão sério e centrado em momentos importantes, e tão desastrado no cotidiano. Só pelos sons, podia contar quantas coisas ele havia derrubado.
Poucos momentos depois, ele apareceu na sala usando uma camiseta branca estampada e uma calça de abrigo azul visivelmente maior que ele, ainda de pés descalços e com seu par de tênis surrados nas mãos. Sorriu enquanto observava o pequeno se sentar no sofá ao lado do livro e começar a calçar um par de meias brancas.
- Eu não quero nem saber o que você destruiu lá dentro. - o feiticeiro se apressou em dizer, antes que o outro pudesse sequer terminar de abrir a boca - E agora faça o favor de me dizer sobre o que você precisa conversar comigo.
Hyde respirou fundo, já de meias nos pés, e passou a calçar os tênis. Já tinha adiado aquele momento até demais. - É que eu tive um incidente com um espelho alguns dias atrás...
- Algum mortal percebeu que você não tem reflexo? - o outro perguntou, preocupado.
- Não... acontece que... eu vi o meu reflexo, Yuki.
Mirou o Awaji. Ele parecia ter se transformado numa estátua de uma hora para a outra.
- Você não viu.
- Eu vi sim, foi uma noite depois daquele problema com os vampiros do Sabá. E nem tente dizer de novo que eu não vi, porque eu vi!
- Você estava tendo alucinações... - Yukihiro voltou a se mover, e recomeçou a andar em círculos pelo lugar, sério demais.
- Yuki... eu nem me lembrava de como era o meu rosto... Não foi uma alucinação.
- Foi sim... - o feiticeiro tentava encontrar alguma explicação lógica no fundo de seus pensamentos, mas não conseguia. De repente teve uma pequena idéia que comprovaria se tinha sido ou não apenas a imaginação do Lasombra. - E como é o seu rosto? Como você viu o seu rosto no reflexo?
- Hum... - o Takarai pensou... não sabia explicar como era seu rosto - Eu sou mais bonito que você. - disse, com um sorriso maroto. Yukihiro pegou uma almofada do sofá e bateu nele diversas vezes.
- Você é um idiota...
- Eu estou vendo que não vamos chegar a lugar algum desse jeito... - o menor se recuperou da surra e voltou a arrumar o calçado - Pra falar a verdade, eu nem quero pensar sobre isso hoje. Lembrou o nome do cara que foi atacado?
- Lembrei... Acho que era Tetsuya... - Hyde estacou antes de terminar de amarrar os tênis - Eu anotei aí no livro.
- Yuki, eu vou sair agora... - viu o nome escrito no canto de uma das páginas ao seu lado. E começou a desejar do fundo do coração que fosse algum outro Ogawa Tetsuya. - Em que hospital ele está?
- Naquele aqui perto, que tem o nome de algum político... Por que, você conhece o cara?
- Sim. - Hyde já estava a meio passo da porta, pegando as chaves no bolso.
- Espera, você não está com fome?
- Eu agüento.
O som seguinte que chegou aos ouvidos do Tremere foi o da porta batendo, e depois sendo trancada por fora. Resolveu deixar para pensar no assunto mais tarde, ainda tinha que se preparar para ir até onde precisava, falar com quem precisava. Suspirou e foi procurar suas botas em algum canto do apartamento.
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O Takarai tinha no rosto um sorriso discreto, por ter conseguido, sem muitas dificuldades, se passar por um familiar de Tetsu e agora estar no terceiro andar daquele hospital tão... branco... procurando pelo quarto onde ele estaria. Andou por um longo corredor bem iluminado, passando por algumas macas arrumadas perto das paredes, e por enfermeiros apressados que corriam de um lado a outro. Apenas por instinto, escondeu nas costas a pequena caixa que levava consigo até que todos os enfermeiros sumissem do lugar. Ainda não sabia por que havia tido o impulso de comprar aquilo para o Ogawa no caminho, mas deu de ombros. Talvez apenas tivesse se lembrado do costume que os humanos tinham de levar coisas para os doentes. Chegou até o quarto trinta e oito, e parou ao lado da porta por um momento quando escutou vozes.
- Eu só não te enfio um soco na cabeça agora, porque você está numa cama de hospital...
- Calma, Ken-chan...
Hyde levou uma das mãos ao peito e teve uma grande sensação de alívio. Era a voz do Ogawa. Ele estava falando, então não devia estar tão mal assim. Tomou um pouco de coragem e bateu na porta três vezes, e esperou. Pôde ouvir alguma movimentação dentro do quarto até que um jovem alto de cabelos pretos e cavanhaque, vestido totalmente de verde, abriu a porta e o encarou com um olhar desconfiado, passando as mãos pelo rosto. O loiro reparou na expressão de cansaço que ele mostrava.
- Quem é você?
- Eu... sou o Hyde... - viu o mais alto encará-lo, surpreso - Eu só queria saber se o Tetsu está bem.
- Então você é o tal do amigo desconhecido do Tet. Entra logo, antes que eu mude de idéia. - ele abriu mais a porta e deixou espaço, então o Lasombra agradeceu e entrou. Sentiu seu pouco ânimo desabar ao ver o ruivo deitado naquela cama, num dos cantos do aposento. Estava parcialmente coberto pelo lençol branco, vestindo um pijama de ursinhos que Hyde achou tremendamente infantil, e recebia soro no braço esquerdo, o que estava virado para a parede.
Enquanto o loiro andava devagar até a cama do Ogawa, Ken o observava atentamente. Aquele baixinho não parecia representar nem a mais ínfima ameaça, mas ainda assim era bom manter os olhos bem abertos, já que não o conhecia. De repente seu olhar pousou sobre a caixa vermelha que o pequeno segurava nas costas, e sua expressão mudou imediatamente para um semblante surpreso e confuso. Afinal, aquele loiro era amigo de Tetsu, ou era amante dele? Ou quem sabe ele não tivesse noção das coisas, ou podia estar simplesmente tentando ser gentil... mas de uma maneira levemente sugestiva...
- Hyde, você não existe... - ouvindo essas palavras do Ogawa, Hyde não pôde deixar de sorrir - Pode se sentar aí, o Ken-chan já estava indo buscar algo pra comer mesmo. - e ele apontou, com o braço livre, a cadeira onde o loiro imaginou que o mais alto estivesse sentado antes - Chegou na hora certa, não vou ficar sozinho aqui afinal...
Ele parecia normal, tinha um sorriso no rosto, mas Hyde podia ver como estava abatido. Ele mostrava uma forte palidez e falava bem abaixo de seu tom normal de voz... Tinha vontade de arrancar as entranhas do parasita que o havia atacado...
- Tudo bem, eu vou buscar algo decente pra comer, que não seja essa merda que servem aqui nessa porcaria de lugar, e já volto.
E com essas palavras tão "sutis", o Kitamura deixou o quarto e fechou a porta com certa força atrás de si. O Takarai ficou completamente perdido enquanto Tetsu soltava um longo suspiro.
- Ele está bravo, não ligue pra ele... Quando ele fica muito nervoso, ele sai xingando tudo e todos.
- Entendo... - Hyde então se sentou na cadeira ao lado da cama e, quase que involuntariamente, levou uma das mãos ao ombro do Ogawa. - Não querendo fazer uma pergunta estúpida, mas já fazendo... tudo bem com você?
- Acredite, eu estava bem pior há umas duas horas. - Tetsu riu fracamente - Nunca pensei que algum dia na minha vida eu fosse precisar mesmo de uma transfusão de sangue...
- Mas você se lembra do que aconteceu?
- Não. - mentiu, mas o que poderia fazer? Dizer para o loiro que tinha sido atacado por um vampiro? Seria cômico. - Aliás, como você ficou sabendo que eu vim parar no hospital?
- É que... - Hyde pensou com seriedade que precisava parar de ter crises mentais quando estava sob pressão - As notícias correm, as pessoas falam... Um amigo meu ouviu dizer que um caso sério tinha vindo pra cá, e então ele disse o seu nome...
- Nem foi tão sério assim, eu só não sei como cheguei vivo aqui...
- Muito engraçado...
- Você ficou preocupado?
- Claro que eu fiquei preocupado... - Hyde teve um impulso e abaixou a cabeça, recolhendo a mão que até o momento estava sobre o ombro do amigo, mirando os próprios pés. - Pensei que ia chegar aqui e ver você entubado ou algo assim...
- E isso te incomodaria?
- Claro que incomodaria! - o loiro exclamou, sem entender aonde o outro estava tentando chegar - Acho que não é agradável ver alguém que você gosta ferrado numa sala de emergência, ou é?
- Não... - Tetsu não sabia por que estava fazendo aquilo, especialmente depois da cara que viu o loiro fazer, como se houvesse algo errado com ele. Então resolveu tirar a conversa de rumos que poderiam se tornar desagradáveis. - Mas então quer dizer que você gosta de mim?
O Takarai olhou bem para o outro, e não pôde impedir suas sobrancelhas de se levantarem ao máximo quando o viu mexer nos cabelos ruivos de um jeito nervoso, corando aos poucos. Era como se o Ogawa tivesse se arrependido da pergunta por algum motivo, mas resolveu dar uma resposta mesmo assim. - Gosto sim. - disse, e sabia que ficaria mais vermelho que uma pimenta se ainda fosse vivo, assim que recebeu um olhar alegre do ruivo. Abaixou a cabeça novamente.
Muita calma... O que estava acontecendo ali?
De repente tomou consciência da pequena caixa de bombons em seu colo, e resolveu dar aquilo de uma vez. Talvez Tetsu se distraísse e ele tivesse tempo para pensar e entender por que estava se sentindo estranho.
- Tetsu... - chamou, ainda sem olhá-lo, e percebeu estar sendo observado novamente - Eu trouxe uma coisa... pra você... - e ergueu a caixa, deixando-a perto da mão livre do Ogawa, sobre a cama. Assim que o ruivo começou a manifestar surpresa, o Lasombra sentiu uma necessidade urgente de se explicar, dizer alguma coisa - Eu não sabia o que trazer, e ontem no meio da conversa você disse que gostava de chocolate...
Ele fez um certo esforço e se sentou na cama, pegando a caixa vermelha e colocando-a no próprio colo.
- E você trouxe uma caixa cheia pra mim... Você é o meu herói! - e Hyde foi surpreendido por um abraço repentino, um abraço fraco, de um braço só, mas ainda assim desconcertante por ser totalmente inesperado. - Muito obrigado mesmo...
O pequeno ficou completamente mudo e imóvel até ser solto. Nem a falta de sangue jamais o fizera se sentir assim. Agora estava realmente estranho, como se seu corpo houvesse se entorpecido inteiramente, e abriu a boca para tentar dizer alguma coisa. Nada. E Tetsu estava ciente de cada gesto que ele fazia, ainda com um sorriso no rosto. O menor não estava acreditando muito bem, mas aquela expressão no rosto do ruivo o fez lembrar Sakura, como ele era há muito tempo atrás. Quando ainda eram dois garotos idiotas e bem vivos. O Yasunori era uma pessoa muito mais alegre e simpática... Mas por mais que o lembrasse dele, ao mesmo tempo o Ogawa era tão diferente...
- Como você é fofo... - Hyde não conteve uma risada quando foi puxado de volta para a realidade por essas palavras, e por um apertão em sua bochecha - Estou começando a achar que foi muita sorte minha encontrar um amigo como você... até porque é muito difícil alguém que se conhece há apenas alguns dias vir visitá-lo no hospital, não concorda?
- É... Mas a sorte foi minha, e não sua. - dizendo isso, o loiro se levantou, deixando o outro confuso. Só então percebeu o grande curativo no pescoço dele, e um pouco daquela raiva de antes voltou. - Amanhã eu volto pra ver como você está, agora é melhor eu ir.
- Vai me deixar aqui sozinho? - Tetsu brincou, mas de repente o Kitamura voltou ao quarto, entrando com uma sacola enorme nas mãos. A expressão abobada na face do ruivo fez o Takarai rir - Você já sabia que ele estava voltando... assim não vale...
- Vale sim, eu só escutei a voz dele no corredor. - Hyde notou o olhar estranho que recebia daquele moreno, mas resolveu ignorar e apenas se despedir propriamente antes de sair dali. - Assim que eu puder eu apareço. - disse, e ganhou outro sorriso alegre daquele rapaz. Era quase incompreensível como ele conseguia ser tão radiante num leito de hospital, depois de uma transfusão de sangue, com furos no pescoço e uma agulha no braço. Passou de leve uma das mãos entre aqueles cabelos vermelhos antes de se afastar da cama e fazer uma breve reverência para o Kitamura.
E quando ele saiu, Ken lançou o olhar mais questionador que conseguiu para o Ogawa. Voltou ao seu lugar original na cadeira e largou a sacola cheia de salgados sobre os joelhos. Rapidamente notou a caixa de chocolates no colo do outro, e deu um sorriso de canto. Era um instinto dele, uma coisa natural... simplesmente não pôde deixar isso passar...
- Pra caçar você não tem mais vontade, mas pra sair por aí e arrumar admiradores você tem...
- Ah, vá incomodar outro. - Tetsu tornou a se deitar, colocando a caixa que ganhara do Takarai logo ao lado do travesseiro.
- Te-chan, que você gostava do outro time eu sabia, mas não fazia idéia que já jogava nele. - Ken provocou, sorrindo.
- Ken-chan... eu vou mandar você tomar num lugar, que você não vai gostar.
- Mais respeito, ou não vai ganhar a comida que eu trouxe.
- Eu tenho os chocolates do Hyde mesmo...
Ken lançou a ele um olhar incrédulo, e levou a mão ao peito, simulando uma expressão ofendida.
Já o Takarai saiu do hospital rapidamente, andando com decisão e entrando no primeiro beco que viu nas ruas. Estava mais do que determinado a descobrir quem era o completo idiota que havia atacado Tetsu, e não iria parar até conseguir, não importava quantas noites precisasse passar na busca. A única pista que tinha era também a única coisa curiosa sobre o fato. O vampiro não tinha fechado o ferimento do ruivo, deixando totalmente confusas as interpretações que os humanos poderiam ter. Ou era um novato, ou um retardado mental, ou um Sabá. Achava a última opção mais fácil de acreditar.
Primeiro precisaria voltar para casa e falar com o Awaji, talvez pedir algum auxílio para saber de onde começar. Escalou um alto muro de tijolos desgastados, separando o terceiro beco em que entrara, de uma rua estreita e escura, sem iluminação nenhuma. Atingiu o topo do muro e saltou para uma sacada do prédio ao lado, depois subindo com habilidade pelas falhas nas paredes até o alto. Olhou em volta, e enxergou o prédio em que Yukihiro morava, ali perto. Também localizou, dessa vez ao longe, o letreiro vermelho e chamativo do bar Guillotine. Sentiu um repentino ataque de tristeza, e desistiu prontamente da idéia que recém havia invadido sua mente: ir buscar suas coisas.
Saltou com ferocidade para aquela rua escura, cortando caminhos até chegar ao prédio do Awaji, e da entrada na rua subiu as escadas de um jeito agressivo, perturbado por milhões de coisas. Chegou até a recepção e se enfiou no elevador, sozinho, e afundou o dedo no botão de número quinze. Depois de alguns momentos de uma estranha agonia naquela cabine, chegou até o andar certo e foi até a porta do amigo. Encontrou a chave no bolso. Destrancou a porta e entrou. A luz da sala estava acesa.
- Yuki? - chamou, mas não obteve resposta. Lembrou que o amigo iria sair, e com um suspiro aborrecido voltou a trancar a porta e seguiu para a cozinha, à procura da única garrafa com sangue que o Awaji havia conseguido para ele. Não queria admitir, mas estava caindo de tanta fome. Depois de pegar a dita garrafa na geladeira, sentou-se no piso mesmo e começou a beber com vontade. Passou a enumerar os problemas em sua cabeça. Precisava arrumar um jeito de conseguir sangue com Kazuo sem entrar em contato com o Yasunori. Precisava descobrir o que diabos fazer com relação ao Yasunori. Precisava entender por que havia visto seu reflexo no espelho. Precisava saber o que o Sabá estava querendo na cidade. Precisava saber por que Dexter agia como se uma coisa horrível estivesse prestes a acontecer. Precisava achar o agressor do Ogawa. E precisava entender o que estava fazendo com que se sentisse tão estranho. Queria muito saber como Tetsu conseguira fazer com que se importasse tanto com ele.
O conteúdo da garrafa chegou ao seu fim. Queria que Yukihiro estivesse ali.
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- Eu juro... que nunca mais deixo uma lâmina chegar tão perto do meu pescoço. - Yukihiro murmurou para si mesmo, de olhos fechados.
Estava num buraco, literalmente, e tinha uma idéia vaga do que aconteceria se tentasse sair dali. O buraco era um túnel estreito, que normalmente não tinha problemas para atravessar, mas que dessa vez quase se tornara seu túmulo permanente. O túnel que levava a uma das salas mais secretas daquele templo Tremere. Estava encolhido numa parte da parede de pedra que parecia ter sido forçada para dentro, completamente sujo, cheio de arranhões e cortes que iam se fechando aos poucos, e o cansaço começava a se abater sobre ele. Que soubesse, as armadilhas NUNCA eram ativadas quando um Tremere passava pelo túnel. Mas não era o que estava acontecendo. Quase tivera a cabeça separada do pescoço ali.
E o pior era que sabia que se tentasse voltar, tudo iria piorar muito. As armadilhas eram enfeitiçadas. Elas se tornavam horrendamente terríveis no caminho de volta do túnel. E o objetivo disso era claro: se alguém foi resistente o bastante para entrar, não vai ser para sair. Resolveu se levantar e voltar a andar, agora que sabia estar num trecho neutro e sem surpresas desagradáveis. Precisava andar muito abaixado para passar, e seguiu pelo túnel de pedra na penumbra, enxergando com a ajuda de seus sentidos superiores, ouvindo algumas vozes ao longe.
Andou por cinco minutos, até atingir o final de uma das paredes de pedra que o cercavam, como se ali estivesse localizado um belo lugar para se assistir um espetáculo. De fato, a parede que terminava era sucedida por grades negras e largas, mas que ainda deixavam possível uma bela visão de um grande salão circular lá embaixo. Olhou com cuidado, escondido. Era a sala, circundada por milhares de tochas acesas. Qualquer vampiro que não fosse um feiticeiro deveria morrer de medo de entrar ali, mas não era o que parecia estar ocorrendo no momento.
Porque tinha certeza que aquele grupo de homens lá embaixo não pertencia ao seu clã.
Podia ver seu senhor, no centro do salão, sendo segurado por dois homens encapuzados, parecendo fraco demais para fazer alguma coisa. Fraco... o seu senhor... o homem mais incrível que conhecia... Os outros que sabia serem feiticeiros como ele, estavam em diferentes situações. Alguns também presos por homens perto da parede, outros desacordados no chão. Yukihiro estava assombrado. Nunca ninguém havia conseguido invadir o templo daquele jeito.
Todos os estranhos encapuzados levavam armas pesadas consigo. De alguma forma haviam conseguido burlar as defesas do lugar, derrotar seu senhor e todos os outros. Estava pasmo. E foi então que um deles retirou o capuz que cobria o rosto, e o Awaji pôde ver com nojo a face desfigurada daquele maldito Tzimisce. Controlando sua raiva, deitou-se de barriga no chão e se arrastou até poder ter uma visão ampla e total do salão. Com certeza metade de seus colegas estava lá, todos caídos ou presos. O chão de pedras azuis trabalhadas já estava manchado de sangue em vários lugares. Naquela hora precisava ter um celular, precisava admitir, por mais que odiasse essas coisas. Precisava, e muito, do Takarai. Se fosse descoberto ali, precisaria de toda a ajuda do mundo. Fez o máximo para manter a calma.
- Agora você vai me dizer aonde está o Malkaviano dessa cidade. - disse o Tzimisce, dirigindo-se ao seu senhor, numa voz alta e forte, surpreendendo Yukihiro - Se você não souber, eu não vou ter remorso nenhum por vocês todos depois, bando de ladrões do sangue.
- Você acha mesmo que eu conheço um Malkaviano...? - seu senhor começou, tentando se mexer, e Yuki viu sangue manchando o rosto do velho.
- Acha que eu sou idiota? Vocês tem uma obsessão por esses loucos. Já não bastava roubarem nosso sangue, roubarem a imortalidade dos vampiros, e ainda ficam colocando esses lunáticos num pedestal... É claro que o senhor conhece pelo menos um Malkaviano, e eu falo do Dexter!
Se Yukihiro fosse impulsivo como Hyde, com certeza teria mandado aquele desgraçado se ferrar... e acabaria morto de verdade. Mas, por mais que ficasse quieto, por mais que praticamente não se movesse ali, de repente o Tzimisce olhou para cima e o encontrou. Viu aqueles olhos verdes e maníacos do vampiro se arregalarem e um sorriso de dentes mínimos e pontiagudos tomar conta daquele rosto grotesco.
- O rato de biblioteca... - disse ele, rindo, e todos os outros o miraram lá de baixo. O olhar no rosto de seu senhor era de susto.
~continua~

omfgggggggggg ><
cada dia eu amo mais essa fic *-*
que bom que o tetsu ta bem o_o
putz fic boa mew *_____*~ ♥

nhaaaaaaa dessa vez foi grandee \o/
ta muito bom \o/ !!!!

mtttttttttt bommmmmmmmm nee-chan \o/
nossa q bom o te-chan tá vivo xD
caraca...e a agora o yuki tá ferrado >.<'

Waaaaaaaaaaaaaaah~!
Muito booom Tashaa!!
Fiquei feliz por Tetsu estar bem n__n
Mais agora o Yuki tá ferrado, espero que ele se saia dessa *-*
___________________________________
♡ иєє, кσииα кαтα¢нι иσ ∂єαι
ѕнιкα иαкαттα иσ кαиαѕнιι иє
αиαтα иι ѕнιи∂ємσ αуαмєтє нσѕнιкυ мσ иαι ...σиєgαι ♡

Adorei a fic Toshinha *-*
É apenas a segunda fic sua que estou lendo, mas não posso evitar de chama-la de Toshinha-sama, Toshinha-sama! *-*~
Ah! Eu dei pulinhos de alegria na cadeira quando o Tet deu o meio abraço no Hyde... xD
Quero mais, escutou? ù_u

Q fofo!!!*-* O Hyde gosta do Tet!!!!!*o*
Tadinho do Yuki, ele tah ferrado!!!! o_o
Vê c num demora pra por outro capítulo, tah??? ò.o
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EU FUI NO SHOW DO CHARLOTTE!!!!!!!!!!!!!!! *-* EU VI O TOUYA D PERTINHOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!! *o*

Yuki tá lascado!!!
Ñ demora tá!
*esperando sentado*

Nyaaaaaaa ... muito fofa a cena do hy-chan e do tet-chan no hospital .. ^^
que serah q vai acontecer c o yuki ???
muito boa essa fic ..!!!!!!