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Entrevistador(a): Primeiro, sua impressão sobre o 15th Anniversary Live.
ken: Estava satisfeito. Satisfeito que pudemos fazer um show tão aguardado.
E: Você ficou feliz de poder ter feito isso antes do inicio da gravação?
k: ...Até isso, simplesmente por que era os 15 anos. Eu fiquei satisfeito por que tocamos essas músicas antigas. Entre elas há muitas que eu gosto, mas com o passar de meses e anos, com a exceção daquelas que lançamos como singles, as chances de tocarmos elas diminuíam (risos). Então, por isso eu fiquei satisfeito. Eu fiquei realmente feliz que fizemos esse show.
E: Em 15 anos há realmente muita história, mas musicalmente não há um espaço tão grande de tempo.
k: Não, não há.
E: Isso é surpreendente. É como se as memórias desses momentos não estivessem dentro da mesma coisa.
k: Eu concordo. Eu acho que se nós tivéssemos feito isso três ou cinco anos antes eu sentiria o mesmo. O fazendo agora, eu não tenho esse sentimento. Isso é muito bom.
E: Então, vamos falar da música nova. Sobre a guitarra, com que tipo de sentimento você trabalhou nela?
k: Enquanto fazíamos a demo, havia o básico, talvez fosse relativamente parecido com o que é hoje. Havia a guitarra de fundo e a solo. Então eu toquei com a energia igual do demo, "ah, nessa direção", esse tipo de coisa. Eu realmente achei legal, então continuei com esse sentimento. Para essa música, mais do que "o que eu devia fazer com a guitarra" era "esse tipo de sentimento. Bom, vamos lá!". A energia é como estivesse voando... Baixo para o centro da gravidade.
E: Do ponto de vista do Ken como guitarrista, o que há de interessante no L'Arc~en~Ciel?
k: hmm, sobre as músicas, ser capaz de fazer coisas completamente diferentes é interessante. Dentro de mim eu tenho esse sentimento de "Eu gostei de tocar essa guitarra". Sobre essa música... mah, a bateria em si está aí, mas nós temos a adição das batidas eletrônicas do yuki, e continuar tocando rock no que eu penso que é bom.
E: Entendo. Então, queria te perguntar sobre o P'UNK~EN~CIEL. Qual foi o principal fator na escolha de HONEY?
k: Na verdade, não foi bem uma escola. Dessa vez, apesar da gravação ter sido num tempo apertado, para o P'UNK não deu para fazer uma seleção. "Essa está boa?" "Ou talvez não?". Mudar uma música, você pensa e pensa, sobre os arranjos... E algumas idéias acabam surgindo, no final "por que não fazemos um SOUL~EN~CIEL?" (risos). Mas soul não era uma opção, teria que ser P'UNK~en~Ciel. Então, quando nós desistimos do SOUL~EN~CIEL, os arranjos começaram a surgir. "O que você acha de SOUL~EN~CIEL" "De jeito nenhum!", sem nenhuma saída, os arranjos acabaram surgindo "Eu acho que esse tipo de arranjo fica bem em HONEY". E nós fizemos HONEY.
E: Eu acho que gostaria de escutar SOUL~EN~CIEL também (risos). O conceito de HONEY?
k: Leve, meio bobo (risos), as partes rápidas, mais rápidas ainda.
E: O que você acha sobre sua própria bateria?
k: Eu gosto de tocar. Mas é cansativo. É muito cansativo, mas eu já peguei o jeito. Pelo menos, eu acho que sim (risos). Já faz quatro anos desde quando começamos o P'UNK, não é? Então, eu tenho que ser tão bom quanto uma pessoa com esse tempo de experiência.
E: Sim. É um jeito de pensar.
k: Certo. É como se eu tivesse começando com uma banda aos 18 anos, no colegial e eu preciso ter uma técnica como se tocasse há 22 anos. Eu faço o meu melhor desse jeito.
E: Entendi. Diga-me sua "manha" pra tocar.
k: Usando o pulso e o tornozelo.
E: O som fica diferente, não fica?
k: Sim! Especialmente as batida mais rápida, "tsu ta tsu ta", o pulso causa muito efeito. "Desse jeito, certo? Desse jeito mesmo!". Aí dessa vez o yuki montou a bateria para mim. Então isso fez o som ficar muito bom. É fácil de tocar. Até então... Eu deixava do jeito que tava. Eu não fazia nada. Quando eu sentava na frente da bateriam, a usava do jeito que ela tava. Eu não entendo se alguém a montava, eu toco como ela está (risos). E também, parafusos, não há muitos? Quantos há? É entre 8, menos que 8 então 16? Então, 1, 2, 3, 4, 5, 6. 6 vezes 16... 96! 96 parafusos para serem usados.
"shin shin shin", "guri guri guri", "doko doko doko", é fácil de pegar (risos).
E: Depois que o yukihiro-san montou pra você, foi totalmente diferente?
k: Totalmente! Eu pensei, "Minha bateria era 'bam bam'"...... Esse som virou "ka-n"! Incrível. O yuki disse, "kenchan, você sempre praticou como estava, você gravava assim também?". "Então, talvez não seja tão bom, manter do mesmo jeito do ensaio, sem mudanças?", ele só ajustou para mim. "Ah, yuki, obrigado!". Então, na hora da gravação, os parafusos ficaram soltos, eu apertei eles um pouco, mas o som saiu totalmente diferente. "É, o tambor não está bom, mas eu não sei quando foi que isso aconteceu", então o yuki veio me resgatar, (barulho de emergência de ambulância). Eu falei pra ele, "Quando você não os toca por um tempo, o som muda, não é?", e o yuki disse, "Mah, yeah" (risos). Então eu gravei de novo. Quando você grava a bateria, os parafusos são essenciais.
E: Última pergunta. Tocando com o L'Arc~en~Ciel, me diga o momento que você se sentiu mais feliz.
k: hmm... Muitos. Tipo, na gravação... Quando fazemos uma boa gravação, ou quando eu tenho um sorriso de um sentimento sereno... Algo assim (risos). Quando eu tenho ambos, é simplesmente muito bom.
~tradução japonês/inglês @ Eleonora (The Ark)~
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