personagem

Login

Comentários recentes




WHAT's IN? - 09/2007

Enviado por Nasake em 10 Outubro, 2007 - 15:33.
HYDE

MY HEART DRAWS A DREAM, a música é do ken enquanto a letra é sua. Sua primeira impressão?
hyde:
Eu achei uma boa música. Com um sentimento diferente das músicas recentes do Ken. Recentemente, tinha essa imagem adulta e sombria, mas essa música é diferente.

Em que você se focou para a letra?
hyde:
A essência era quais palavras usar e o que dizer na última parte, onde há um grande refrão. Um pouco como a música "I Love You" do "Off Course". Onde achar a frase certa? Eu também tinha uma linha morta então não seria fácil, e enquanto eu pensava sobre ter sorte, eu comecei a escrever.

Essa seria a linha "yume wo egakuyo", certo? Em quais circunstâncias ela lhe apareceu?
hyde:
De inicio essa música era uma música sobre amor. Então eu pensei que eu poderia usar uma expressão diferente de "Eu te amo". Esse seria um caminho mais curto, uma falta de persistência. No momento em que a palavra "sonho" me veio como palavra-chave, serviu. Então, eu fiquei certo de que esse seria o caminho a seguir.

Eu tenho a impressão de que na frase "yume wo egakuyo" há um grande amor.
hyde:
Eu acho que há amor, mas, dentro de mim, eu sinto meu coração bastante quebrado. Eu acho que não importa as circunstancias, seres humanos não podem existem sem ter um sonho. Por exemplo, até as pessoas que estão num campo de batalha, numa situação aparentemente mortal, carregam um sonho. Então, nessa música há partes com a ternura que um sonho trás, mas ao mesmo tempo há partes que quebram o coração.

A sua voz nessa música é rica em expressividade, isso me faz pensar que vocês realmente são os Garotos do Arco-Íris.
hyde:
Essa música é muito difícil. Em comparação, todas as músicas do ken-chan até então têm uma dificuldade em comum (risos). "winter fall" e "Lies and Truth" são próximas em dificuldade, eu não conseguiria cantar elas direito enquanto bebia (risos).

Não importa a dificuldade, essa batalha é excitante, não é?
hyde:
Recentemente, antes de gravar eu faço um treinamento apropriado. Se eu cantasse somente as músicas que escreve, talvez eu me acostumasse. Mas é refrescante cantar uma melodia como as que o ken-chan faz. Você consegue fazer coisas similares no piano, mas na verdade quando você tenta cantá-las, são muito lindas. Parece-me que, dentro dele, ele pensa "Se o hyde estiver cantando, vai ser tipo assim".

Vocês já pensavam em lançar essa música como cinge após SEVENTH HEAVEN?
hyde:
Não, eu não pensava nisso. Mas foi de acordo com a premonição do te-chan. Por que a melodia é completamente diferente. Pois deve haver algumas características do L'Arc~en~Ciel nela. Recentemente só há músicas de rock, então lançando esse tipo de música era bom, eu queria muito que eles escutassem isso.

O lado-b é como sempre do P'UNK~EN~CIEL, Feeling Fine 2007, qual sua impressão do P'UNK?
hyde:
É como lição de casa. (risos)

Mas também há diversão?
hyde:
Lógico que há, mas todos estão acostumados com então há um sentimento de ensaio (risos).

Mas ao vivo o P'UNK~EN~CIEL vira um toque especial.
hyde:
O sentimento ao vivo muda. É diferente ter que fazer isso. Digo, é uma boa posição.

FEELING FINE 2007 é uma essência de um som pesado, apesar de ser boa e original.
hyde:
Naturalmente, tocar numa é algo experimental. De qualquer jeito por mais que você faça as coisas do seu próprio jeito, você não quer que ninguém fique bravo. (risos)

Quero te perguntar algo sobre a tour. Depois de 9 anos, vocês decidiram fazer uma hall tour.
hyde:
Pra dizer a verdade, hall tours eram coisas que eu tinha evitado até então. Talvez por que há nove anos atrás tínhamos um monte delas, mas dessa vez, fazendo depois de tanto tempo, foi incrivelmente refrescante. Minha impressão foi de um lugar totalmente diferente.

Como diferente?
hyde:
Eu não tinha essa imagem dos fãs tão perto. Eu só tinha más lembranças disso. Tendo os assentos longe de você, é ter a liberdade de todos os lugares em pé ou a majestade das arenas. Então eu estava convencido de que live houses e arenas eram as boas, mas dessa, "vamos tentar" e eu só achei pontos bons (risos). Os fãs tão perto, bom som, não há o espaço limitado para as pessoas de pé, todos nos seus próprios lugares para ficarem de pé e puder se focar e curtir, não há sentimentos amargos sobre as reclamações de empurra-empurra. Você até consegue fazer as coisas que quer e os produzir coisas também.

Com certeza, nessa hall tour foi possível escutar e ver claramente, foi também possível ter um sentimento de como se fosse uma arena, havia muitos lugares também.
hyde:
Foi bem assim mesmo e muito refrescante. Antes de começar, enquanto falávamos sobre o que ia ter e quais seria as performances eu não conseguia ter uma imagem, "o que se pode fazer num hall?", essa foi minha primeira questão. (risos) Eu esqueci de tudo sobre shows em halls.

Dessa vez vocês tocaram muitas músicas que ainda não foram lançadas, porque?
hyde:
Por que o te-chan disse que queria tocá-las ao vivo, várias delas. Basicamente, eu acho que ele queria que todos escutassem as músicas do novo álbum antes do seu lançamento. Quando somos amadores funciona assim. Não é como se não entendêssemos o desejo de escutar músicas que os fãs estão acostumados, mas nós desejamos que eles curtam o futuro do L'Arc~en~Ciel e isso só pode ser feito agora.

Depois da pausa do ano de 15º de aniversário, sem esquecer na sua resolução inicial, eu pensei que foi incrível como vocês conseguiram desenvolver uma tour que olhasse para frente.
hyde:
A cada show tínhamos uma resposta nova, algo que meu deu orgulho em fazer. Os fã estavam próximos então era fácil entender seus sentimentos, certo? Tocar enquanto víamos seus rostos felizes, nos fazia feliz também. Eu acho que é por isso que fazer tour é algo tão minucioso.

Dessa vez, deixando o P'UNK de lado, você se focou em cantar sem estar com uma guitarra.
hyde:
Usando a chance que o menu foi feito assim. Mas é como se eu tivesse desistido. Só que, cantar, agora eu gosto muito disso e eu me foco nisso. Antes, se não tivesse o suporte do microfone eu não conseguia cantar, sem saber o que fazer com minhas mãos. Agora, no lugar disso, eu sempre penso que o suporte está no meu caminho (risos). É um pouco diferente de antes.

Por que essa mudança?
hyde:
Quando você está se derramando em paixão, a posição do seu corpo é fixa, é cantar é mais difícil. Se você quer por suas emoções, seu corpo inteiro deve cantar também.

"ARE YOU READY? 2007 Mata heart ni hi wo tsukero!", eu tive a impressão que o título não era somente sobre os fãs, mas também sobre acender o coração dos membros também?
hyde:
Não, na verdade não havia a intenção de se acender nada. Usamos um título antigo e adicionamos o "mata", era meio que uma piada. Mas, na verdade, durante a tour pouco a pouco esse título me fez pensar sobre isso, é divertido (risos).

______________________________

KEN

Quando você fez MY HEART DRAWS A DREAM?
ken:
Foi a música que eu consegui fazer logo após o ASIALIVE 2005.

Qual imagem você tinha e o que sentia enquanto dava forma a ela?
ken:
Eu não queria fazer uma música desse tipo, mas no momento eu não conseguia me estimular escutando música, como eu conseguia antes. Colocando em termos técnicos, todos colocam um CD com o volume alta, fazer a masterisação e a edição usando o ProTools, então a batida e a guitarra da banda fica muito similar. No final, só muda a voz do vocalista e a letra.

Com certeza a voz não é uma coisa secundária.
ken:
Foi um momento em que eu pensei que havia uma música que pudesse me fazer sentir que meu coração estava batendo, então eu fui pro palco para a AWAKE TOUR 2005 e ASIALIVE, e a voz e a letra do hyde entraram em mim. Então eu pensei que seria interessante fazer músicas e tocar com essa sensação em mim. Eu tinha um sentimento forte de que o momento certo para criar.

Então você pensou em fazer uma música que pudesse expressar claramente a letra?
ken:
Isso também, mas eu queria fazer uma música com um sentimento fresco, uma música que não precisaria depender desse sentimento.

Devemos dizer que as barreiras para se fazer músicas ficam maiores. Não houve nenhum estresse?
ken:
Não, não houve. Quando eu penso que eu quero escrever uma música, então não há. Por que quando eu faço isso, então há estresse, então dado que há muitas ocasiões para se fazer música, o "Eu tenho que" é melhor ser deixado de lado, totalmente (risos). Pouco a pouco a música veio vindo então não houve nenhum estresse.

Nessa hora você já tinha a imagem do hyde-san cantando na sua mente também?
ken:
Sim. Mais ou menos, ecoando na minha cabeça, mas a demo foi feita ano passado, entre novembro e dezembro. Eu não compus pensando muito nisso, de qualquer jeito.

É uma melodia linda e profunda.
ken:
Mas bem no inicio quando eu estava a compondo, veio como um hip-hop, a melodia em si em algumas partes era de mal gosto, e a parte com uma guitarra pesada também era de mal gosto, mas ao poucos foi se acalmando. E assim chegou nesse ponto, a sensação comum era como uma disputa natural com a melodia. Deve haver alguma conexão.

Essa melodia tem um sentimento terno e gentil nela, enquanto você a criava, qual imagem estava em sua mente?
ken:
Dessa vez eu não tinha a sensação de estar fazendo para as pessoas, para fazê-las se sentirem bem, era algo mais subjetivo. Pois normalmente eu coloco de lado a música que eu gostaria de curtir. Então essa música é muito pessoal.

Eu acho que o fato de você ter ido atrás de um bom sentimento pessoal, teve como que resultado que até os ouvintes podem se sentir bem, como uma conquista universal que te trás junto.
ken:
Se for assim, estarei feliz.

Como compositor o que você acha da letra que o hyde-san escreveu?
ken:
O som é uma questão se sentimentos, não é? Como um guia te levando para um mundo exterior, vindo desses sentimentos. Digo, a letra nos leva para o mundo de MY HEART DRAWS A DREAM que o hyde escreveu para nós.

Sua guitarra tem um som bastante aberto, é como se ela estivesse cantando, o que você pensou sobre a performance ao vivo?
ken:
Desde o inicio eu tinha essa imagem que como eu queria fazer, então eu toquei curtindo isso. Eu usei várias tomadas que eu gravei para a demo, e re-amplifiquei elas, passando pelo amplificador mais uma vez, e gravei.

Então é por isso que há essa abertura peculiar, criando essa atmosfera.
ken:
Eu acho que essa foi minha intenção, mas dessa vez, mais do que antes, cada som que eu colocava era porquê eu gostava. Eu tinha bastante tempo para ganhar a aprovação.

Qual sua impressão dos outros membros tocando?
ken:
Tanto o baixo quanto a bateria soaram incrivelmente limpos. Você pode ouvir como foi tocado e as notas. É muito bom.

A segunda música é Feeling Fine 2007, como foi isso?
ken:
P'UNK~EN~CIEL é muito divertido. Apesar de ter sido gravada junto com o álbum, a maior parte do estúdio era tomada pela bateria do yukki, então a minha era deixada de lado (risos). Quando eu tinha tempo, praticava bateria. O yukki ligava a bateria para mim, para que o som fosse melhor, e tocar a bateria ficou divertido. Só que eu não tenho muita força, então eu não conseguia praticar por muito tempo. Foi um dilema. Eu queria praticar mais, mas já estava completamente exausto. (risos)

Eu sinto que o P'UNK cresce muito ao vivo.
ken:
Isso é porque o potencial do P'UNK é desconhecido. Mas, durante o inicio da tour. quando eu tocava bateria, eu câimbra nos braços. Tanto dentro e fora do braço, câimbra em ambos.

Isso afetou quando você tocava guitarra?
ken:
Bastante (risos). Então, eu pensei que seria mais confortável se eu tocasse usando os pulsos, ou se usando o cotovelo o som sairia melhor, e quando eu toquei assim, sem dor eu gostei a curtir mais.

E sobre a hall tour?
ken:
Foi ótima. Em termos técnicos, nos ensaios nós trabalhamos com o monitor de ouvido para que pudéssemos curtir o show. Pois ao vivo, o som fica guinchando, nós conseguimos um som bom, sem perder nenhum qualidade. E por causa disso, nós conseguimos uma performance com um bom sentimento, até a força vinha naturalmente, como bônus.

Como é tocar num hall?
ken:
Para mim um Dome ou um hall é a mesma coisa. Lógico que, as cartas dos fãs dizendo "Eu estava tão feliz de estar tão próximo", também há essa impressão, mas o sentimento de muitas pessoas respirando juntos é o mesmo de uma comunidade. Onde quer que você toque, eu acho que cada show tem seu próprio sentimento.

Há alguma parte que te lembrou da outra hall tour?
ken:
Não, eu não me lembro muito do passado. A primeira vez que eu corri no palco, eu cheguei rápido na ponta então eu fiquei confuso 'Hei, quando eu corri um momento depois já tive que parar, e agora? Talvez eu deva voltar' (risos).

Parece que é uma conexão com as suas experiências passadas em halls?
ken:
Se sim, que bom. Mas é não é como se isso fosse meu objetivo. No fim, eu acho que nós fizemos essa tour seguindo na direção certa e isso é bom.

______________________________

TETSU

A razão pela escolha de MY HEART DRAWS A DREAM, como single após SEVENTH HEAVEN?
tetsu:
Como era um single novo após 2 anos, nós planejamos algo surpreendente como SEVENTH HEAVEN, e então lançamos MY HEART DRAWS DREAM, que é um tipo tradicional do L'Arc~en~Ciel. Acho que é uma estratégia popular.

Você disse "tradicional", mas MY HEART DRAWS A DREAM parece muito nova. O que você pensou pela primeira vez quando a escutou?
tetsu:
No começo do ano cada um de nós trouxemos as músicas que fizemos, e na época eu insisti para essa música ser single.

Há algo na música que você gostaria de apontar?
tetsu:
Não, nada em particular. Apesar de que isso não significa que não mudamos nada nela.

Sobre a letra que o hyde-san escreveu, o que você acha?
tetsu:
É uma boa letra.

Qual era o sentimento durante a gravação no estúdio?
tetsu:
Eu gravei essa música no estúdio, totalmente sozinho. Todos tinham alugado um estúdio próximo ao trabalho, então eu estava sozinho, no sossego.

O lado-b é FELLING FINE 2007 do P'UNK, qual é o lugar no seu coração pra essa banda?
tetsu:
Uma mudança de espírito e diversão, também seriedade. Ambos.

Eu achei legal o contraste entre sua voz pop e o som punk e doido. Qual seu objetivo na parte do vocal?
tetsu:
Cantar é lógico (risos).

Durante essa tour eu senti como se o P'UNK tivesse uma evolução rápida.
tetsu:
Uma performance de verdade vale mais que 10 ensaios (risos).

Dessa vez vocês escolheram uma hall tour, como foi?
tetsu:
Não me lembro bem, mas acho que foi o ken dizendo algo sobre isso.

O que você pensava sobre isso?
tetsu:
Se todos querem, então tudo bem (risos).

Como espectador(a), eu posso dizer que você podia ouvir claramente os contornos do som, e o semblante da banda era hábil; Eu acho que a hall tour foi boa, mas como membro, como foi?
tetsu:
Já fazia bastante tempo desde a última hall tour, então demorou tempo pra se acostumar. Os halls têm um palco pequeno então não posso me mexer. Quando eu me movia, acertava alguma coisa, não há espaço. De inicio foi difícil. Mas se eu pensar no aspecto de um show, então eu gostei. Tanta diversão é bom. Por outro lado, se eu pensar na tour como um todo, então eu teria que incluir a viagem de um lugar a outro e o cansaço psicológico.

Com certeza, pra fazer uma hall tour é preciso realizar muitos movimentos, então eu acho que foi difícil chegar numa condição boa para isso?
tetsu:
Meu corpo está bem, só os movimentos são cansativos. (risos)

Fazendo uma tour em hall depois de 9 anos, trouxe alguma memória de volta?
tetsu:
Não, não mesmo. Até quando me diziam, "nós tocamos aqui também", normalmente eu não me lembrava. "Eu toquei mesmo aqui?" (risos). De verdade, dentro dos membros não há um intervalo de 9 anos porque todos com seus projetos solos visitaram muitos lugares.

E quando acontecia de você ir a um lugar onde nunca tinha ido?
tetsu:
Eu acho que olhando a rua, havia um sentimento de novidade sim, mas apesar de que quando você faz tour você visita muitos lugares, são normalmente estações, aeroportos, hotéis e halls, e até nas estações não vamos pelo portão normal, mas por passagens não usadas, e no carro as cortinas são fechadas ou o carro tem o vidro escuro; nos hotéis entramos por trás, onde há o deposito de lixo, e acabamos usando o elevador sujo, cheio de seguranças. Eu nem sabia onde eu estava. Mesmo se eu lembrasse do hotel, eu não conhecia o lugar (risos).

Você não ia dar uma volta?
tetsu:
Eu posso andar usando um itinerário, mas só quando estou com uma turma. Mas para mim, qualquer lugar deve ser planejado, basicamente.

Por que planejado?
tetsu:
Por que eu gosto de Tókio, e quero ficar lá o máximo possível (risos). Então se há uma abertura no itinerário, eu começo a pensar em voltar pra lá. Eu não consigo não pensar como as bandas estrangeiras são incríveis, fazendo uma tour mundial e ficando longe de casa por meses (risos).

Eu achei sua performance em Hakodate melódica, rítmica e colorida. Você ficou acostumado com o baixo de 5 cordas.
tetsu:
Sim, na sua maioria. Ainda não, apesar do ano passado no Tókio Dome.

O semblante da banda tem uma imagem 3-D.
tetsu:
O L'Arc~en~Ciel tem muitas músicas diferentes, por isso escolhi o baixo de 5 cordas.

Nessa tour a banda tocou muitas músicas que ainda não foram lançadas, por que?
tetsu:
Desde o início sabíamos que não poderíamos lançar o álbum e então fazer a tour. No lugar disso, íamos fazer a tour e então lançar o álbum. Quando começamos a tour, a gravação do álbum estava praticamente acabada, poderíamos fazer a tour trazendo as músicas novas, eu planejei ter uma tour que trouxesse o álbum junto e curtir ele.

Antes de tocar a nova música, SHINE, você põe a mão no coração, porque?
tetsu:
É uma reza. Não estou em nenhuma religião estranha, mas eu rezo todo dia.

Eu acho que uma hall tour trás uma importante implicação para a banda, é isso?
tetsu:
Muito simplesmente, se uma banda quer tocar em tantos lugares assim, seu poder ao vivo deve estar alto. Então, como há também pessoas que nunca viram o L'Arc~en~Ciel ao vivo na vida, porque não moram próximos à gente, queríamos dar a eles essa oportunidade. Mas como não podemos fazer isso todo ano, se você pensar "O L'Arc~en~Ciel ao vivo é o melhor!", então venha pra Tókio da próxima vez (risos). Nós deixamos eles escutarem as músicas novas o mais cedo possível, para ter comentários como "há tantas músicas boas", pois é importante que isso se espalhe. Quando em novembro o álbum for lançado, eu quero que ele seja escutado por várias pessoas usando sua própria força.

A tour em si pareceu um preview do álbum, se você puder nos dizer umas palavras sobre isso, qual é sua opinião sobre esse álbum?
tetsu:
Está praticamente completo, e tem boas músicas, então eu acho que é um álbum muito bom. Dessa vez nós não somente pensamos em músicas para serem tocadas ao vivo, há muitos gêneros diferentes, então fiquem de olho nisso. No momento temos 5 meses de lançamentos consecutivos, mas não significa que é o fim. É só que nesse momento só podemos falar do que já anunciamos (risos).

______________________________

YUKIHIRO

yukihiro-san, quanto mais você faz tour, mas machucado fica, verdade?
yukihiro:
Estou cheio de machucados (risos).

Chutado, acertado na cabeça. Até o suporte do microfone te deu um "soco" no olho.
yukihiro:
Não, foi meu próprio microfone. Uma vez, chutaram o microfone do tetsu-kun no ar e ele me acertou. Talvez estivesse quebrado. Então eu tomei cuidado ao usar o meu (risos).

Mas como foi no show, não pareceu tão ruim. Num show você está concentrado, então eu acho que não doeu?
yukihiro:
Não, doeu (risos). Especialmente no fim. Mas hoje já está bom.

Vamos falar sobre a música nova, MY HEART DRAWS A DREAM. O que você achou quando ken-chan a trouxe?
yukihiro:
Eu achei uma boa música. Era uma música com personalidade.

Quando você tocou, que imagem te deixou?
yukihiro:
Geralmente, as demos que o ken-chan trás são bastante completas, então nós meio que seguimos. Como as indicações eram muito detalhadas, enquanto eu tocava pensava "Aah, entendi".

O que você quer dizer com "as indicações eram muito detalhadas"?
yukihiro:
Como "E se eu tentar alguma coisa estranha com o tom na parte B da melodia?" ou "Antes de entrar aqui colocar um recheio leve".

O som da bateria é peculiar, é profundo mas ao mesmo tempo aberto.
yukihiro:
Até com a mixagem, eu acho que essa é o mais freqüente ambiente até agora. Apesar de que eu queria fazer um pouco mais firme, mas era só minha opinião (risos). Quando eu tentei mudar, pela reação estava claro que eles gostaram mais da versão inicial. Para combinar com a imagem do ken-chan, eu voltei atrás. Dentro de mim essa música tem um ambiente banido.

Quando você gravou essa música, você se sentiu meio tenso a tocando?
yukihiro:
Eu a gravei junto com o álbum, e essa foi bem a primeira. Eles não me deixaram tocar muito (risos). Uma vez só. Geralmente você planeja tocar mais, mas o ken-chan disse que estava bom. "Eh? Só isso?" (risos).

Você queria tocar mais?
yukihiro:
Eu disse, "Deixa eu tocar mais", e eles deixaram, mas o ken-chan disse "A primeira é a melhor mesmo", "Entendo". Eu acho que se o ken-chan estava tão certo sobre a imagem da música dentro dele, então essa versão foi a que mais chegou perto.

Eu acho que esse é o mérito do tempo gasto para o refinamento, mas também em manter uma condição de algo novo.
yukihiro:
Não houve tempo para a pré-produção dessa vez porque antes de toda a gravação eu já tinha gravado todas as músicas sozinho, para combinar com as outras pré-produções. Então, quando eu comecei a gravar, eu estava pronto pra gravar a versão definitiva.

É incrível que você estava pronto para enfrentar a gravação.
yukihiro:
Não, é porque havia passado um tempo, e se depois eu não pudesse tocar direito, seria embaraçoso (risos). Desse jeito eu pude testar várias das idéias que eu tinha. Mas no fim foi como as gravações indies. No primeiro dia eu gravei no ritmo de 10 músicas (risos). Para fazer isso tive que me esforçar.

O fato que a gravação da primeira música foi aprovada foi um bom começo. Há alguma resposta para isso?
yukihiro:
Não, não há nenhum. Acabou tão rápido. Aquela dia já havíamos gravado uma música. Estávamos todos surpresos. Geralmente leva uns 2 dias para gravar uma música (risos).

Você foi o responsável pelos arranjos da segunda música, Feeling Fine 2007 do P'UNK, como você pensou em fazer ela?
yukihiro:
dandandadada~, esse era o ritmo, como uma música do Hanoi Rock (risos).

E seus pensamentos como baixista?
yukihiro:
Nenhum, só ser chamado de... baixista. Eu gravei bastante concentrado (risos).

Quando você toca no palco com tanta energia, parece que essa tensão era alta;
yukihiro:
Estávamos sendo punk, então eu acho que eu devia ter essa imagem (risos).

Uma hall tour depois de 9 anos, a tour da época de quando você se tornou um membro. Alguma memória disso?
yukihiro:
Eu só senti como se já tivesse feito algo parecido antes.

Como é tocar em halls?
yukihiro:
As pessoas que estiveram na primeira tour, disseram "nem parece um hall". Isso me fez pensar o que eles queriam dizer.

E qual foi a sua conclusão sobre isso...?
yukihiro:
Eu acho que talvez o número alto de apresentações é uma diferença positiva. Você deve avaliar a tensão daquele dia. Por exemplo, quando você toca no Dome, o número de dias é limitado, e como o Dome é grande, você pode dar uma boa performance ou nem ser percebido. Nos halls, como você toca num lugar mais estreito, os fãs do fundo podem te ver, mentalmente o desafio é bem diferente. De qualquer jeito, uma vez que vocês está no palco nunca é do jeito que você pensa que é. Quando me disseram que era a minha primeira vez, eu pensei sobre isso.

Eu acho que o semblante e o balanço da banda nesses shows em halls deram muita satisfação.
yukihiro:
Concentração e tensão são coisas fáceis de se converter. Nesse tipo de estrutura, você sente como se esse tipo de coisa fosse importante.

Durante essa tour vocês tocaram muitas músicas que ainda serão lançadas, como já terminaram a gravação, você sentiu como se não houvesse diferença entre as outras músicas?
yukihiro:
Não, por que gravar e tocar ao vivo são duas coisas completamente diferentes. Então eu estava meio nervoso. Mas eu senti uma nostalgia fazendo as coisas assim. Apesar de eu não ter nenhum modulador de som na minha época indie. quando depois eu tocava as novas músicas, nós ainda não usávamos. Nesse sentido me pareceu igual.

O mesmo sentimento de quando você era indie, foi como voltar de volta a origem?
yukihiro:
Sim, foi refrescante.

Quando vocês entraram na segunda metade da tour, com que sentimento queriam tocar?
yukihiro:
Eu queria ir aos poucos, ir até onde eu podia.

Até no P'UNK~EN~CIEL?
yukihiro:
Não, não, nesse eu não ficava muito de olho, era problemático. E difícil.

As novas músicas tocadas nessa tour me pareceram incríveis, as expectativas para o novo álbum devem ser altas.
yukihiro:
Eu acho que o novo álbum é muito interessante. Até o nosso humor durante a gravação era bom. E eu acho que esse humor está presente no som, é como se essas músicas estivessem vivas. Quando tocamos elas ao vivo elas cresceram. Elas até ficaram boas demais. Quando a tour terminaram elas me fizeram ficar com vontade de gravar de novo (risos).

tradução: Japonês >> Inglês @ Eleonora (The Ark BBS)


( Categorias: )
© Larc4ever 2006 - Alguns direitos reservados