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WHAT'S IN - Janeiro 2007 (yukihiro)

Enviado por Nasake em 14 Maio, 2007 - 15:24.

WHAT'S IN - Janeiro 2007 (ken)
WHAT'S IN - Janeiro 2007 (hyde)
WHAT'S IN - Janeiro 2007 (tetsu)

Créditos @ Eleonora (The Ark)

Entrevistador(a): Eu gostaria de perguntar qual foi sua impressão do show no Tokyo Dome?
Yukihiro: Foi boa. (risos)
E: Vocês discutiram sobre quantas músicas queriam tocar?
Y: Isso foi uma proposta do Hyde-kun. Quando foi decidido fazer um show no Dome e era hora de decidir a setlist, já se havia uma idéia.
E: Quando vocês começaram a colocar as músicas da enquete?
Y: Eu acho que foi quando começamos os ensaios. Quando começamos a ensaiar, a enquete já estava quase no final.
E: Falando nisso, com tantas músicas, o ensaio deve ter sido muito difícil, certo?
Y: Sim. Todo dia eu toquei em volta de 30 músicas. (risos)
E: Isso é incrível! (risos)
Y: As músicas foram divididas em blocos, mas desde o inicio do ensaio, eu tentei memorizar cada bloco. Daí, quando uma música estava perfeita para ser tocada ao vivo, eu passava para a próxima.
E: Parece que o ensaio foi incrivelmente cansativo?
Y: Com certeza foi! (risos)
E: Um desafio psicológico.
Y: Foi a primeira vez que tocamos tantas músicas.
E: Mas vocês conseguiram lhe dar com um ensaio tão detalhado, não?
Y: Sim, mas eu fiz a mesma coisa de sempre. Uma semana antes de todo o ensaio começar, eles me deixaram ensaiar sozinho. Foi para copiar as músicas que eu nunca havia tocado antes.
E: Deve ter sido difícil, precisar de um processo diferente?
Y: Foi, foi sim.
E: Mas até no MC, você comentou que mais uma vez percebeu o fato de que o L'Arc tem muitas músicas boas, não foi?
Y: Foi porque eu já havia escutado elas, mas tocar é diferente de escutar.
E: Se não fosse por essa ocasião, haveria músicas que você nunca teria tocado?
Y: Sim. Eu acho que sim. Sim.
E: Tentar tocar músicas que você nunca tocou antes, como foi?
Y: De inicio eu tive muito dificuldade, foi complicado.
E: Foi por que você não estava tocando usando suas próprias expressões?
Y: Obviamente são músicas que estavam prontas há muito tempo. Mas, não foi questão de mudança de ritmo, mas sim uma questão da sensação do tempo para tocar era diferente. Ás vezes eu pensava "E se eu acabar mudando a imagem da música?". Mas ao mesmo tempo eu realmente não conseguia tocar igual. Apesar de ter assimilado a música, eu levei bastante tempo.
E: É como se você tivesse sido fiel com a versão original enquanto adicionava sua própria interpretação?
Y: Foi por que eu queria dar mais importância para a imagem das músicas; eu queria reviver elas o máximo possível. Mas mesmo que eu quisesse muito ser fiel, isso não aconteceu direito, em um certo ponto eles me deixaram usar minha própria interpretação.
E: No primeiro dia, eles trouxeram seu bolo de aniversário pro palco, certo?
Y: Eles não me deixaram saber disso, eu fiquei tão surpreso.
E: E na frente de tantas pessoas!
Y: Eu estava feliz. Eu tinha me esquecido completamente disso. (risos)
E: Por outro lado, nós podemos dizer que agora você nunca mais vai esquecer.
Y: É mesmo.
E: Então, teve a performance no sub-palco atrás da arena.
Y: Na verdade, quando se toca naquele lugar, dá pra ouvir o som com um bom atraso. Eu não toquei muito bem.
E: Mesmo usando o monitor de ouvido?
Y: Eu podia ouvir. Mas havia um defeito no som vindo das caixas de som. As músicas começam com a bateria, foi difícil por que eu estava ouvindo um "click". (risos)
E: Deve ter sido difícil.
Y: Barulhos externos no sub-palco são mortais. Eu estava ouvindo muito barulho nas caixas de som. Eu podia ouvir meu próprio som, mas logo depois eu podia ouvir o som vindo das caixas com um atraso, então havia o som de duas baterias e ainda havia um "click", "O que é o que aqui?!" (risos). Até para o Hyde-kun pegar o ritmo pareceu difícil, parece que ele tava tendo dificuldades. Mas menos que eu.
E: Então houve uma dificuldade, eh. Alguma impressão deixada nesse show do Tokyo Dome?
Y: Eu senti que toquei muito. (risos)
E: E o cansaço, você o sentiu?
Y: Eu acho que estava cansado, mas não tanto. O bom sentimento era mais forte.
E: Como um cansaço bom. Dado que era dois dias, você tocou cuidado com sua força?
Y: Eu não. Mas se me dissessem que teria um terceiro dia, eu teria recusado! (risos)
E: Você não pensou em não dar muito de si para não se cansar muito?
Y: Falar isso não é bom. O resultado é uma pressão maior, já que você está se preservando.
E: Considerações no final do primeiro dia?
Y: Houveram algumas. Sobre a programação, vamos fazer os vídeos mais curtos, vamos fazer os intervalos entre os blocos mais curtos, etc. Isso fez o segundo dia mais organizado.
E: Foi um show em homenagem ao 15º aniversário, do seu ponto de vista, como foram esses anos?
Y: Considerando que eu só virei um membro no caminho, há coisas que eu não posso dizer. Mas o fato de se continuar durante 15 é incrível. Até baseado na minha própria experiência, isso não acontece. Então, é simplesmente incrível.
E: Agora vem 20, 30 anos...
Y: Parece que sim.
E: Houve também uma nova música, ela vai ser o próximo single?
Y: Nós não escolhemos ainda por causa disso. Era uma música feita na época do AWAKE. Já tinha forma e pronta para ser produzida. Até a produção estava completa e a hora era certa, então nós colocamos.
E: Estava perto de ser completada?
Y: A maior parte. Não havia bateria ainda, mas já se dava pra ter uma imagem.
E: Foi feliz escutar essa nova música. Quinze anos mais uma conexão com o ano que está para vir.
Y: Sim. Já que tinha a música, eu queria tocar. Mas não havia letra ainda, então houve muita pressão no Hyde-kun (risos). No inicio do ensaio, ainda não tinha.
E: Então ano que vem vocês vão estar a todo vapor.
Y: Já que foi anunciado, eu tenho que concordar. (risos)
E: Você se sente tranquilo/renovado?
Y: Não muito. Nós não decidimos que tour vamos fazer, por exemplo. Não há muito para ser decidido para o L'Arc continuar. A agenda já foi anunciada, mas o conteúdo vai ser formado a partir de agora.
E: Sobre o próximo ano, pessoalmente, como você quer que ele seja?
Y: Talvez um ano cheio de bateria? (risos) Nesse ano só teve o show no Dome.
E: Tocar bateria esquenta seu sangue?
Y: O Dome foi divertido. E me fez ficar com vontade de tocar.
E: Regenerou um bom sentimento, né?
Y: Sim. No momento que você começa, seu corpo fica acostumado, mas leva tempo. A partir de agora vai ser legal. Eu quero dar o meu melhor na tour.
E: Se tivesse tido uma pausa para os 15 anos, teria influenciado a continuar novamente?
Y: Mas eu sempre quero fazer novas coisas. Os 15 anos não mudam nada, nós vamos fazer um novo álbum.


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